A mente humana é algo impressionantemete fascinante. Sinto atraído pela sua imensidão. Ninguém pode bloqueá-la a não ser que se sujeite entupí-la com imagens fáceis e consumo televisivo barato mas para os que gostam de expandí-la, criatividade, imaginação e fé nunca deixarão de existir e torná-la o remédio de todos os males.
Em meio a tanta ganância, orgulho e traição há aqueles que sonham, por pior que seja a opressão, nenhuma prisão poderá de fato prender os que sonham, é claro que há um risco a correr, quem sabe a loucura e a imcompreensão, quem já não sentiu este choque e imaginou-se fora de sua capacidade mental em lutar contra a realidade?
As artes, as letras, os sons são os elementos que nos mantém firmes, que fazem alguns de nós se imaginarem fora destes muros físicos. Há os que caminham apáticos externamente mas em seu interior há um mundo de possibilidades infinitas, não feito para ser aplicado as ciências ou tecnologias, apenas poesia, fantasia e vida em si.
Reflexões(2)
Postado em Filosofia com as tags Reflexões em fevereiro 8, 2010 por rodbox…dos livros que lí(7)
Postado em Livros com as tags livros em janeiro 10, 2010 por rodbox
Título: Os Libertinos
Editora: Circulo do Livro
Lançamento: 1964
Autor: Harold Robbins
Terminei de ler há pouco, é possível que minha resenha esteja sob influência emocional resultante de 700 páginas que nem senti durante o processo de leitura.
Este livro teve um gosto especial, além de ser um romance coincidiu com uma situação pessoal que vivi e faz parte de todo o livro, conspirações, traições, sede de poder, vulgaridade e egoísmo. Creio que daria uma ótima série caso pudesse ser filmado e um bom texto caso eu conte a minha história.
O romance trata de uma verdadeira saga, a luta pelo poder e o constante paradigma ditatorial que permeia os países latinos. A história se dá em um país fictício na América do Sul chamado Conterguay, o governo ora mostra-se de direita e ora de esquerda mas sempre totalitário, sempre sujeito aos caprichos de seu presidente tornando a instabilidade parte de sua história como muitos países latinos reais.
O personagem principal, conhecido por Dax, tem a missão de tornar-se influente e conseguir benefícios comerciais para seu povo no exterior.
O círculo de amizades conquistado durante sua educação fora do país irá mais cedo ou mais tarde pesar sobre seus valores e forçá-lo as decisões inesperadas. Voltando ao país e sendo constantemente sob a mira dos bandoleiros que ficaram mais vivos do nunca desde sua saída e o governo do amigo de seu pai, tornar-se embaixador e comandante de um exército. Dax encontra-se em um jogo de interesses, tanto pessoal quanto por parte do presidente de seu país e assim entre altos e baixos ele tem seus dias cumpridos.
Um romance extremamente cheio de fortes emoções e vidas que cruzam em momentos favoráveis e frustrantes, algumas partes podem parecer mera ficção e exagero mas muitos acontecimentos já foram por muitos de nós latinos. Recomendo!
Para 2010
Postado em Manifesto com as tags 2010 em dezembro 28, 2009 por rodbox
Para o ano que vem – logo mais – pretendo algumas coisas novas:
- Expor melhor minhas opiniões.
- Ouvir Jazz, isso mesmo.
- Colecionar romances de gênero “noir”.
- Quem sabe….
Tá bom, 3 objetivo para começar. As críticas ficam de fora e é basicamente passar a enxergar marrom no lugar do cinza, entendeu? Não? Problema seu! Eu que não vou desenhar.
Não preciso mudar o lado de fora se o problema tá em um único lugar e esse ninguém muda. Esqueça o passado.
Sugestão: dê um tiro no pé quem sabe você sinta alguma coisa.
Feliz 2010!
Feliz Natal
Postado em Uncategorized com as tags Natal em dezembro 25, 2009 por rodbox
Olá meus amigos! Feliz Natal a todos vocês!
Gostaria de ter elaborado um bom texto, tenho pensado muitas coisas que poderia ter dito mas não disse, ou seja, é como se não tivesse pensado.
Há certos sentimentos que não consigo explicar e outros que não sei como descrevê-los na velociadade que os fatos ocorrem, então, detenho-me aqui.
Identidade
Postado em Filosofia com as tags Identidade em dezembro 12, 2009 por rodbox
Desde de muito jovem percebi que as pessoas tentam nos convencer de muitas coisas, querem-nos gostando de um determinado estilo, querem-nos sendo bom nisso e naquilo. Quando somos adolescentes vemos a triste divisão que aquela turminha simples vai sofrendo aos poucos e cada um seguindo seu prórprio destino, um deixa o cabelo crescer, começa a se vestir de preto, outro começa a ter interesses em toda sorte de política, outros não se interessam por nada e basta cada dia seu prato de comida ou o copo de bebida. Por uma felicidade fui um desses que foi convencido por algumas verdades e passou boa parte da vida acreditando que estava no lugar certo, na hora certa e no momento exato.
Os anos passam e vemos nova mudança, uns casam, outros tornam-se pais sem se casar, alguns se engajam em movimentos de causas nobres, outros mudam de cidade sem deixar vestígios, outros ainda vendem seus instrumentos musicais e assim outra fase que se foi e eu, deixei de acreditar que estava no lugar certo, na hora certa e no momento exato. Não foi a questão de se tornar cético ou pessimista mas em algum momento alguém deixou de te pintar aquele mundo colorido, dormiu no ponto, te feriu e ainda te convenceu que a culpa foi toda por ter deixado a “magia” sucumbir. Pode até parecer uma questão de ingenuidade ou picuinha mas foi um daqueles estalos do tempo pra te dizer que tudo foi relativamente em vão. Suas memórias vão pro lixo, as pessoas não irão mais te reconhecer após um tempo. Os “amigos” vão aos poucos desaparecendo e te olhando com indiferença e finalmente, a certeza de que tudo foi mesmo em vão.
Mudamos de opinião, de corte de cabelo, tentamos uma nova turma, um novo estilo, um novo “eu” com as frustrações e marcas jogadas debaixo do tapete, tentamos respirar funda e jogar a bola pra frente.
Alguma coisa parece errada. Não dá simplesmente pra varrer tudo para baixo do tapete e fingir que tá tudo bem, fingir… Até dá. Após algumas doses de realidade fingimos boa parte de nossas vidas, aquele sentimento da verdade não existe mais, apenas lampejos que nos lembrarão e aliviarão um pouco da angústia e solidão futuras.
O caminho de volta parece um pouco distante, a vacina foi injetada e daquele momento em diante nada mais parece penetrar na alma, somos pós-modernos, relativos, superficiais e interesseiros como manda o momento. Alguém por favor encontre um remédio que nos livre de nós mesmos e que não seja veneno de rato.
EGO(2)
Postado em Futilidades, poesia com as tags Ego em novembro 27, 2009 por rodboxHoje acordei como tenho acordado todos os dias, irritado.
Não tinha café, só leite frio, murmurei.
O relógio não me ajuda, ninguém me ajuda.
Tropecei na cama enquanto colocava a calça, xinguei.
Meu humor não ajuda, só penso em mim.
Ego criado em uma caixa de sapato,
há muito tempo incubado hoje foi revelado.
Um estado que não muda, aumenta a paralisia mental.
Nada muda, tudo é a mesma coisa.
A chatice de ser eu mesmo todos os dias.
A mesma irritação, a mesma chatice, a mesma mesmice.
Quem não quer ser algo diferente?
Um ator, poeta, um membro de uma sociedade secreta.
A dupla identidade que nos fascina, muitas vezes antagonistas,
hoje, o fantasma dentro de mim
chama-se EGO.
Só penso em mim.
Tudo me desafia, quebrar essas paredes de superficialidade.
Atingir a carne e resgatar a profundidade.
O criador, o altruísta, pacifista e bem humorado,
como me sinto chato, um pelo encravado.
Pena de mim não pensa em ninguém.
Trato de correr e rápido.
Mais um dia penoso no trabalho.
Mais um, mais um, mais um e mais um
parece que não chega o outro.
Tudo dentro de mim está chato.
Só penso em mim.
Nada de espelhos, nada de fantasmas.
O desafio do palhaço em mim.
Correndo atrás do próprio rabo.
Que cara chato!
Diz-me outra coisa se não me vou embora.
Quero eliminar o EGO.
Lamento, não posso.
Aqui não tem ar-condicionado.
Apagão
Postado em palavras com as tags Apagão em novembro 16, 2009 por rodbox
A vida nos grandes centros ou próximos a eles é realmente fascinante. O caos causado por um apagão “relâmpago” fez-me lembrar imediatamente do filme Duro de matar 4.0 onde um suposto ataque terrorista causou perda dos sistemas de telecomunicações, bancário e abastecimento elétrico de todos os Estados Unidos, só quem tinha geradores conseguiu avançar por mais alguns minutos dentro da enorme nuvem de caos estabelecida.
Tudo indica que mundo real não estamos longe das cenas do filme, com as interligações de sistemas cada vez mais comuns, é essa situação que estamos sujeitos,vai-se a energia, ficamos em pânico até a primeira vela ou lanterna ser acessa, corremos para a janela para ver se há alguma visibilidade do tamanho da escuridão, logo, que a energia volta, tentamos a internet, sem chances pois os servidores foram afetados, sem informações corremos para a TV na última tentativa de se acalmar e tendo a certeza que o problema foi maior do que imaginávamos: linhas telefônicas congestionadas, crimes, acidentes de transito. Todos os medos ganham vida, talvez nem tanto os crimes, mas segurança é a primeira preocupação que vem a mente.
Noto que há um ar de excitação em todo o cenário, as pessoas preocupadas com sua família e amigos que podem estar pelas ruas e sujeito a qualquer coisa ruim, a emoção que nos toma conta ao vermos os âncoras dos telejornais relatando minuto a minuto a situação dos vários lugares afetados dando uma enorme sensação de conforto e alívio, nos deparamos com muita gente acordada no mesmo momento e principalmente solidariedade dos meios de comunicação, nessas horas todos querem alguém preocupado em nos dizer o que acontece.
Diante de todo caos há ternura e segurança por aqueles que trazem as informações como se estivéssemos juntos, no momento do acontecimento, para os solitários é a glória.
Diante de tudo isso fiz um poema para expressar meu quadro pelo que passei nesse blecaute. Aí está:
De repente “…” silêncio e escuridão,
Um xingamento, uma palavra inesperada e a reação
Cadê a energia? Não salvei meu arquivo!
Tudo escuro pela janela da frente,
Tudo escuro pela janela dos fundos.
Maldito presidente!
Sabia que a conta não era dele.
Um minuto.
Quase tropecei no canto da mesinha da sala.
Me queimei tentando ascender a vela.
Finalmente vou poder beber água.
Mais velas, mais velas.
Não vejo nada.
Tudo escuro.
Passam-se minutos
Opa, voltou!
Nada de internet, ferrou.
Perdi mesmo meu arquivo.
Não salvei backup.
Tenho que dormir.
Ligo a TV! Ahhh!
Que conforto, bom saber
A situação poderia ter sido pior.
Fui privilegiado.
A rua continua escura.
Parece mais magro.
Foi um acidente? Sabotagem?
Pior! Politicagem!
Tanta gente acordada como eu.
Pq? Pq? Não importa.
Meu arquivo perdido, não volta…
Como é bom saber que tem alguém
mais preocupado do que eu.
Boa noite mundo.
Já perdi a hora.
Veneno
Postado em palavras com as tags Veneno em novembro 10, 2009 por rodbox
Estar no lugar errado na hora errada pode parecer para muita gente algo ruim ou má sorte mas eu digo que esse tipo de situação acontece comigo em um outro contexto. Poderia resumir com a máxima “beber do próprio veneno”. Se tem coisa mais irônica é você ir em um lugar seja lá em que âmbito for e se deparar com duas pessoas que diziam jamais apertariam as mãos ou que concordariam com a mesma idéia se abraçando e trocando elogios como se amassem desde sempre, detalhe, uma das pessoas dá aquela olhada para você afinal ela confidenciou a você o quanto não suportava aquela pessoa e demonstra o espanto, o terror, a vontade de desaparecer ou de odiar do fundo da alma sua presença alí. Nessas situações eu costumo ter um olhar imparcial tentando esconder os dedos acusatórios, claro que essa reação pode ser diferente, depende de cada situação, tem umas que dá vontade de voar no pescoço da pessoa e outras de rir descaradamente. É a ironia, a hipocrisia rolando solta, confesso que eu já fui vítima disso, bebi do meu próprio veneno algumas vezes mas é melhor comentar dos outros do que de si mesmo. Festas em família, círculos de amizade pessoais ou da empresa, alianças políticas duvidosas, traição, poder, mesquinharia, egos do tamanho de um estádio de futebol, enfim, poderia enumerar a lista mas vou deixar todas essas histórias para quem sabe um dia entrar em um projeto de contos.
Eu teria medo de ser um personagem na minha própria história o que pode ser resolvido com “qualquer semelhança entre os personagens da ficção e a realidade é mera coincidência”.
Sumido
Postado em Futilidades, palavras com as tags broken em novembro 4, 2009 por rodboxComo ando meio sumido ultimamente, deixo apenas a letra de uma música que ouvi várias vezes nesse final de semana.
Continuo achando que Jack Johnson é o músico mais apaixonado na ativa.
Broken(Jack Johnson)
With everything ahead of us we left
Everything behind
But nothing that we needed at least
Not at this time and now
The feeling that I’m feeling well
It’s feeling like my life is finally mine
With nothing to go back to
We just continue to drive
Without you I was broken
And I’d rather be broke down with you by my side
So without you I was broken
But I’d rather be broken down with you by my side
I didn’t know what I was looking for so I
Didn’t know what I’d find
I didn’t know what I was missing
I guess you’ve been just a little too kind
And if I find just what I need
I’ll put a little peace in my mind
Maybe you’ve been looking too
Or maybe you don’t even need to try
Without you I was broken
But I’d rather be broke down with you by my side
So without you I was broken
But I’d rather be broke down with you by my side
With everything in the past fading faster and faster until it was gone
Found out I was losing so much more than I knew all along
But everything I’ve been working for
only worth nickels and dimes
But if I had a minute for every hour that I’ve wasted I’d be rich in time, I’d be doing fine
Without you I was broken
But I’d rather be broke down with you by my side
So without you I was broken
But I´d rather be broke down with you by my side
Para Segunda-feira
Postado em Filosofia, palavras com as tags Segunda-feira em outubro 19, 2009 por rodboxGosto dos momentos de solitude, quando tudo está em silêncio, quando há respeito pelos meus pensamentos e não há aquelas brigas psicológicas, sem dúvida as guerras mentais são as piores batalhas, ninguém sabe o que acontece dentro de sua cabeça e muita gente prefere se entregar a elas.
São histórias, são devaneios, são pequenas fagulhas que incitam o inconsciente e quando damos por conta existem filmes épicos, guerreiros, anjos e demônios em combates extenuantes, o desejo versus vontade e o resultado exposto pela fraqueza humana.
Dentre tantas batalhas, tantas iniciativas mentais, concluo que não hã certo ou errado diante da realidade, todas as histórias foram escritas, todas as possibilidades foram esgotadas, não há nada que se crie hoje que alguém não levante a mão e diga “Ei! Já vi isso em outro lugar!” e mesmo assim o Homem não achou respostas para suas aflições básicas e então vagamos, de vida, de pensamento, do real para o virtual e para a eternidade. O tempo é nulo e nossas vidas voltam ao grande mar da história da humanidade.
Detesto a velocidade das coisas, os dias, as semanas, como numa montanha russa, nossas emoções variam entre boas e ruins, buscando incessantemente o prazer, o bem estar, liberdade da dor a qualquer custo e damos de cara com o mesmo vazio.
O fútil é fácil, é uma dor superficial, é descartável e prazeroso, ninguém quer uma incisão na realidade, infelizmente ela dói.