
Sinceramente, tenho um problema com isso, talvez, as três palavras mais ditas no mundo dos casais e a mais difíceis entre relaciomantos fragilizados ou marcados por grandes desencontros, o “eu te amo” é a frase mais complicada de ser explicada, medir destas palavras está longe de ser definido.
O “eu te amo” é medido nas entre linhas, é subjetivo, varia conforme intensidade do sentimento de cada um e pode esconder outras sérias intensões, desde a mais sublime no sentido de “eu te amo! Vou casar-me com você e estou guardando a grana e temos um compromisso” ou os piores dos interesses, do tipo “eu te amo mas no fundo isso não é verdade, só quero sexo grátos, sem compromisso, beleza?” ou seja, existem na sua maioria segundas e terceiras intenções resumidas nas três palavras sem consideração ao real significado.
Aí fica fácil, quando uma das partes não sabe o que dizer, no meio do hiato, uma reação, um gesto, quando se encontram ou no meio de uma discussão, falar um “eu te amo” simplemente omite vários desejos e esconde várias atitudes que deveriam ser mostradas, quem recebe interpreta de uma maneira e quem fala recebe de outra, cofuso? Definimos a palavra “paixão” e não o amor, não é para ser assim, paixão sim é momentaneo e inconseqüênte, deveríamos então dizer “Sou apaixonado por você!”, seria mais superficial mas definiria a máscara do bandido.
Pois bem, podem achar que sou ridículo, careta, que viajo na maionese ou sou um imbecíl mas algumas experiências me mostraram que o “eu te amo” não pode ser banalizado, disparado feito uma arma a esmo a todas as pessoas e rebaixá-lo ao mesmo nível de significados do tipo “gosto de você!” ou “você é legal…” não! A melhor maneira de dizer que ama alguém é, não falando, apenas com atitudes, isso, faz um gesto, crie um compromisso, respeite, se importe pela outra pessoa, coloque-se no lugar dela em determinadas situações, tente entendê-la, surpreenda com coisas boas, positivas, quando menos perceber você não precisar dizer mais nada e aí se rolar da outra parte entender o que você tá tentando dizer, será suficiente, por que não tentar explicar o amor de uma forma racional, será uma ótima delcaração ao menos sairá de você e será sincera, pode apostar.
Conto nos dedos as pessoas que amo, porquê? Por que para mim é difícil dizer, raras exeções conseguem dizer e demonstrar que amam, não sou perfeito e piso na bola, me esforço para tentar viver o que digo, isso é filosofia? Poesia? Problema psicológico? Eu não ligo a mínima, o fato é, superficialidade não rola…
Arquivo para Setembro, 2008
A superficialidade do "Eu te amo"
Postado em Manifesto, palavras em Setembro 24, 2008 por rodboxPixel Show 2008
Postado em Arte, palavras em Setembro 16, 2008 por rodbox![]()
Rolou neste final de semana em São Paulo, a Pixel Show 2008 e estive lá, dia pago apenas para o domingo, se pudesse iria no sábado mas tive que escolher valeu cada centavo, não conhecia o evento, apenas ouvia falar da revista da Zupi que é uma das principais responsáveis por fazê-lo acontecer.
Definir o evento em poucas linhas seria uma falta de respeito dos que estiveram lá e todo conteúdo visual e auditivo recebidos, se você é interessado em tudo relacionado a criação audiovisual e não foi, lamento dizer, perdeu!
Foi uma daquelas chances de ter aquelas aulas de faculdade inesquecíveis com especialistas da área, coisa que não acontece todo os dias, mesmo, um evento que reúne arte urbana e suas aplicações em geral é raro.
Devo deixar registrado que o frio era cortante seguido de uma garôa tão fina que nem sei se posso chamar aquilo de garôa, ainda bem que essa parte foi mais a noite já na hora de ir embora, mesmo assim devo dizer que ví coisas inusitadas, por exemplo: um protesto de carroceiros dentro do Memorial da América Latina e uns garotos que corriam como se fossem índios, sim, naquele frio a molecada sem roupa, vestidos de umas saias de sapé ou seja lá o que for aquilo, deviam estarem se apresentando em algum lugar por alí, outra coisa não menos inusitada é notar que as ruas como em qualquer grande centro, fedem! As pessoas continuam confundindo árvores, concreto e cimento mal acabados em banheiros públicos, sem falar que quase tropecei em pelo menos uns três mendigos, esses caras aparecem do nada e não consegui deixar uma garrafinha de guaraná que bebia com um deles que havia me pedido, o trauma de ter sido assaltado mais do que uma vez me impediu de fazer isso, fiquei trincado por dentro mas não dei meia volta, história triste.
De volta a Pixel Show, sai completamente pirado, cheio de idéias e conceitos que irão influenciar minha vida pelo resto dos dias de minha vida, esse tipo de evento era o que precisava, uma baita injeção artística e produtiva de idéias, o lance é: tenha sempre papel e caneta na mão, anote suas idéias, acredito nos seus sonhos e vá fundo, claro, cada um vive uma realidade e nem todos conseguem transpor os muros e barreiras que os cercam, enfim, vou procurar me organizar melhor para poder brincar mais com tinta, textura e ferramentas eletrônicas, deixar a inspiração fluir, o que me faz lembrar da época que era moleque e fazia arte, no bom sentido e com muita paixão, não tinha grana mas tinha a arte.
Ilusão ou utopia? Tá aí. Fica o link do site com as informações do que rolou, é possível achar alguma coisa no youtube também.
Ah, queria dizer também que tem outra parte que faltou falar mas não posso tornar público, ainda não…
Monowheel
Postado em Futilidades, Notícias em Setembro 9, 2008 por rodboxSite super interessante, uma possível solução para o problema dos transportes de massa e engarrafamentos das grandes cidades, rs.
Tanto quanto
Postado em palavras, poesia em Setembro 6, 2008 por rodboxMinhas palavras são tão superficiais quanto a promessa de retorno.
Minhas estórias tão fracas quanto os relacionamentos virtuais.
Meus valores tão vendáveis quanto a pirataria barata dos camelôs.
Minha cultura é tão consumista quanto a ideologia do império.
Minhas raízes são tão frágeis quanto o cristal da madame de vida fútil.
Meus pensamentos são tão insignificantes quanto a vida de uma mosca.
Minhas escolhas são tão impulsivas quanto a comida de fast-food.
Meu caráter é tão corrupto quanto ao poder do dinheiro.
Meus poemas são tão curtas quanto essas linhas…
Minha indignação tão forte quanto desprezar minhas afirmações.
Minha mediocridade é tão ridícula quanto o senso de tranqüilidade das grades.
Sou um tanto quanto…
Aqui e alí, como você e nada de mais.