Arquivo para Outubro, 2008

Filosofia de amador

Postado em palavras com as tags em Outubro 29, 2008 por rodbox
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Um fato curioso e revoltante sobre as relações humanas é que algumas pessoas tem a habilidade de serem prosaicas em seus relacionamentos, eu as chamariam de “profissionais da prosa”, vou explicar…
Essa idéia estava martelado na cabeça e depois de repetidas situações concluí que isso está acontecendo por aí. Sabe aquelas pessoas que te tratam tão bem que você acredita que é uma amizade de verdade? Pois é, posso estar sendo um pouco negativo mas o que me levou a descobrir esse comportameto de alguns é que toda vez que você fala algo ou pede algum favor a essas pessoas, elas te atendem de pronto, fazem como se fossem seus melhores amigos mas… o perfeito não tem falhas, assim como as pistas nos quadros falsificados, logo você percebe que essas pessoas agem muito profissionalmente e a amizade não tem raiz, você tem conversas muito profundas  e situações muito agradáveis mas quando você se sente realmente confortável e seguro, boom! Foi tudo um momento, um tropeço no cadarço do tenis novo, uma traição…
Exite uma coisa muito interessante no Marketing – ah! O velho Marketing -  costuma colocar situações como esta de “Abertura/Rejeição de comunicação”, quanto mais você expõe uma marca na mídia com grande penetração nos consumidores, as chances de criar uma reijão da marca cresce em paralelo, um ruído do mercado, uma falha na promoção ou distribuição e todos os esforços vão para o ralo, é uma faca de dois gumes, o feitiço contra o feiticeiro, é isso, todas as pessoas que você achava que eram “amigos do peito” não passaram de momentos superficies disfarçados de profundos em um quadro perfeito.
Logo você percebe no primeiro sinal de falha, de um “não” ou mesmo uma esponteineidade mal expressada que foi tudo um jogo e que as coisas não eram bem assim, ficam a frustação, revolta e sentimento de prejuízo.
As vezes as amizades não precisam nem de grandes aberturas para nos frustrarem mas apenas um sinal de esquecimento e constante demostração de que você ainda é querido, seria um retorno forçado de ótimas emoções. O que fazer? Dizer “Não, não está tudo bem… Porque você não haje com sinceridade?”. É difícil, seres humanos são assim, temperamentais, doídos, mal humorados e mesquinhos.
Por esses texto, você pode pensar que estou decepcionado com alguns relacionamentos, de fato. Estou cansado da superficialidade e fingimento, se eu encontrar aquele amigo fora do ambiente que me trata como um profissional prosaico, qual seria a reação? Tenho certeza que alguns não conseguiriam improvisar o script.
São só falhas no quadro falso…

Maveco 6 canecos

Postado em Futilidades, palavras com as tags em Outubro 25, 2008 por rodbox
Caixa de idéias

Justiça seja feita! Meu amigo e colaborador de idéias me incentivou a entrar nessa de blogosfera e mesmo que tenha falado de brincadeira sobre dar os créditos a ele pelo nome do blog, o meu blog “Rodbox”, decidi que merecia um post, até porque blogs de uma maneira geral servem para serem atualizados constantemente e sei que deveria estar mais presente na rede.
Só por curiosidade, se você nasceu na década de 80 , você faz parte da “geração Y”, se não sabia, fique ligado, qualquer dia vou escrever um texto mais apurado sobre a classificação destas gerações com informações relevantes que espero acrescentar aos queridos leitores, voltando ao assunto, faz parte de grande parte dos nascidos na década de 80 essa vida online, não vou dizer virtual, porque isso gera uma série de outras questões, enfim, não vem ao caso.
O título do blog é esse mesmo, Rodbox, um blog como uma caixa de tudo que eu tiro de dentro da minha cabeça, muita coisa por sinal e o título do post é só creditando ao meu amigo que vive falando do carro de consumo dele, rs Tá aí, só pra constar.

Asimov

Postado em Notícias, palavras em Outubro 17, 2008 por rodbox
Asimov

Isaac Asimov

Um dos autores mais interessantes que tenho lido ultimamente chama-se Isaac Asimov, para quem já assistiu  o filme “O Homem Bicentenário” inspirado no conto de mesmo nome vai ligar o nome a pessoa e visualizar melhor o que estou falando. Asimov é considerado um dos pais da Ficção Científica ao lado de Arthur C. Clark, enfim, uma rápida pesquisa pelo Google pode te dar mais informações sobre os dois.
Gosto muito de observar as relações humanas e é o que mais chama a atenção nos escritos de Asimov, como os seres humanos se relacionam entre si, com os robôs e como eles influenciam nas relações dos humanos. Como o próprio autor diz, robôs podem ser definidos como máquinas + processador, ainda que de uma forma simples, por exemplo, uma calculadora, ou seja, a idéia de ter robôs fazendo tarefas dos humanos é bem antiga, no livro que tenho há uma longa introdução sobre essa idéia e as muitas consequências que poderiam e podem ocorrer ao longo da robotização das tafefas realizadas por humanos.
Asimov consegue traduzir sentimentos incríveis através dos seus robôs, a criação da chamada “três leis da robótica”, gera excelentes contos que mostram ora a tentativa das máquinas em entender o comportamento humano e ora a fina linha de alguns robôs com consciência de sua existência e superioridade em acúmulo de conhecimento e tempo de vida. De maneira geral, os robôs sempre foram criados visando o bem estar e proteção da raça humana.
Livros como este me despertam a pensar nos mais diversos assuntos entre a ficção e a realidade, algumas questões do tipo: como lhe dar com a inteligência artificial e a possibilidade de clones a favor da humanidade e questões recorrentes a miséria da alma humana, sim, é nítido o incômodo e rejeição dos humanos pela presença de robôs em atividades e lugares de pessoas.
Os tempos retratados são predominantemente passados em um futuro um pouco frio e obscuro, catástrofes e guerras arrasadores transformaram o mundo, vemos as mesmas características nas relações humanas, volto então a pensar nas questões básicas e não menos importantes da humanidade, mesmo com toda tecnologia, acessibilidade e avanço tecnológico, o Homem continua a tropeçar no primitivismo de uma raça inferior, a intolerância, o preconceito, o egoísmo, a ganância e opressão ao próximo parecem que nunca serão superados pelos “avanços” históricos.
De toda forma, recomendo muito a leitura e profunda reflexão do amigo leitor sobre o legado de Asimov, ainda mais em épocas turbulentas como a que estamos vivendo.

Aldeia Global

Postado em palavras em Outubro 15, 2008 por rodbox


Você já refletiu naquela frase “O mundo é uma aldeia global”?
Em mais um dos meus devaneios aliado a observação dos acontecimentos mundiais, a crise financeira global em especial, essa frase surgiu na minha mente como um outdoor de uma empresa de poços artesiano na Rodovia Bandeirantes. Engraçado, por alguns minutos tentei relacionar as dimensões de uma aldeia indígena , a palavra global e a crise financeira, por isso um devaneio.
Nunca se cogitou tanto como agora um sistema bancário mundial capaz de se auto organizar evitando grandes descrepâncias entre transações e controle de crédito, analizando friamente é uma “solução” tardia para sistemas bancários que disponibilizam acesso e integração aos clientes em qualquer lugar do mundo, tudo bem, transações entre clientes são incoparavelmente menores do que os mercados globais mas dá para o assunto.
Já pensou que a estrutura de uma aldeia é relativaente muito simples se comparado com uma estrutura de uma cidade por menor que seja? Logo, tudo faz sentido, uma aldeia global seria um mundo todo dentro de uma estrutura simples, isso inclui sistema financeiro sem burocracia, sem sobre taxas ou perdas por flutuações cambiárias? Bingo meu amigo! A aldeia global não propõe apenas acessibilidade remota e entretenimento consumível em qualquer parte parte do globo, existe um certo preço e é o que estamos vendo.
Assustador mas é o óbvio, é muito provável que teremos um único sistema global de regras financeiras, comporativas e até mesmo legais, dentro de uma grande tribo chamada “mundo”, óbvio, óbvio… A idéia é ótima e com certeza a adesão será geral, desde a mercearia da esquina até as empresas de ações.
Me pergunto, quem governaria? Uma aldeia tem um único cacique, se a idéia for levada ao extremo é provável que as Profecias nos diga o óbvio de suas letras.
Eu no ápice dessa viagem, fiquei imaginando como as pessoas reagiriam aos choques culturais que ocorreriam nessa tribo mas isso fica para outro post, por hora me satisfaço com a consolidação política e economica da aldeia global.

Quando o muito não é muito(2)

Postado em Futilidades, palavras em Outubro 1, 2008 por rodbox

Não haveria outro motivo para escrever dois posts no mesmo dia se não fosse o estrago mental causado pela máquina adiminstrativa no fim do mês, isso mesmo, a sensação continua, duas para ser mais exato, uma no estômago e outra na cabeça, as poucas horas dormidas me permitem divagar entre mais algumas palavras regadas ao mais baixo nível de poesia, mais um conto sobre o mal estar, mais um texto mal redigido.
O resultado de várias noites a base de junk food me deixaram com uma horrível sensação de ter lanchado e continuar insatisfeito como sugere o consumo de massa. Tenho a sensação de um buraco no estômago reforçado pelas lembrança do frango cru e um pedaço de bacon tão mal passado que acentua minha repugnância diante das gosturas saturadas.
Ah, o dia seguinte, the aftermath, o resumo da ópera… O amigo leitor pode estar imaginando que estou negando todas os benefícios que terei destes dias de auto destruição, não, não estou negando, como disse acima, ainda estou sob os efeitos das conseqüências destes dias.
Saiu sol? Choveu? Anoiteceu? Não ví meu dia nem minha noite, muito menos senti o gosto do travesseiro, meu mal humor da noite mal dormida fez-me sentir um cidadão ainda mais despresível diante do espelho, lutar contra a natureza humana é uma das coisas mais difícieis de quem não quer se chatear consigo mesmo.
Continuo enaltecendo os bons frutos que essa auto destruição temporária irá gerar, sempre: mudanças de hábitos, critérios mais rígidos diante de algumas situações, opiniões em voga e transformações. Se eu realmente não estiver motivado a isso todas as manhãs para que sair da cama? É… profundo mesmo!
Para finalizar,uma linha filosófica, de que devo-me aguarrar ao fio das transformações, na esperança de que minha mísera atitvidade contribui para a sociedade… quero dizer, mais ou menos, contribui solidamente com os acionistas que lucram vertiginosamente diante de minha miséria existencial e vida fugaz.
É assim… isso aí.

Quando o muito não é muito

Postado em Futilidades, palavras em Outubro 1, 2008 por rodbox

Ok, um post diferente para inaugurar o mês, provavelmente cheio de erros de concordância e de portugues, por essa hora os olhos não respondem muito bem a atenção das telas e papéis, um trabalho um pouco monocromático para os amantes das formas e cores e perfeito para os vazios de alma e desperançados da vida, sim, você não imagina o que o processador mais pontente do mundo dentro de um corpo sedentário pode fazer atrás dessas telas de monitores.
Numa hora dessas a cabeça parece pesar estar oca, a concentração falha vertiginosamente, sua atenção se reduz a olhar para o qualquer coisa que se mova e te ofereça mais cores, cores vivas! contemplar a nóia do nada e se alegrar é como estar no núcleo do absurdo, o epicentro do desajuste, litros e litros de adrenalina jogado ralo abaixo, entre botões e teclas adesivadas que eu insisto acreditar que são estampadas, esse é o cúmulo, qualquer sinal de movimento é uma graça, alguém levanta alí, todo mundo olha, outro telefona aqui, todo mundo… olha…
O amigo leitor deve estar imaginando que trabalho numa fábrica de horrores, geradora de pesadelos, insônia e fantasmas, é… quase… mas seria muita injustiça não dizer que o dinheiro é bom, sim, o capitalismo me comprou e me inspira a relatas estas pobres linhas de uma mente cansada, penso nas maravilhas que meu excesso de trabalho irá comprar, no tempo saudável que irei resgatar ao lado dos meu hobbies que são vários e que não disponho de tempo para melhor aproveitá-los, é isso aí, entre pensamentos fatídicos e sonhos nebulosos brindo meu ego com mais um post, meu mundo visto por quatro retas numa tela plana e muito cansaço.