Arquivo para Dezembro, 2008

Ano Novo

Postado em Futilidades, palavras em Dezembro 27, 2008 por rodbox

bocejoAs vezes me questiono o porquê ando tão irritado, meu cabelo está desajeitado e meu humor mal definido, entre o amor e o cinismo eu tiro onda com minha própria cara quando escovo os dentes.
Tenho uma foto bem estranha na minha frente com uma cara sonolenta, como minhas letras não tortas pois estão digitadas mas confusas em sua forma, podem dizer muito mas contar uma grande mentira ou ensaiar um ensaio para a próxima investida.
Para o próximo ano tenho alguns planos, uns ambiciosos outros nem tanto, começando por este blog, blog é blog então porque não alimentar o saudosismo e voltar a publicar zines como troca de informação, ninguém substitui o esmero e o tempo dedicado em produzir algo que a tecnologia não substitui, não deixa de ser uma espécie em extinção, são só planos.

Natal(3)

Postado em palavras em Dezembro 26, 2008 por rodbox

- Alô?
- Alô? Quem?
- Fala cara, beleza? É o Fulano.
- Fulano!? Ah Fulano! Qto tempo! Como vc tá?
- Tô bem Ciclano, e vc?
- Bem tbm… Tô ligando pra falar um Feliz Natal pra vc e sua família!
- Opa, obrigado! O mesmo pra vc e sua família.

- Ciclano, vc não entra mais no MSN?
- De vez em qdo, na vdd entro toda a vez que sinto que algo vai acontecer.
- Aé? Nossa, que interessante… e qdo vc sabe que algo vai acontecer?
- Na vdd nunca sei, só sinto que vai acontecer algo.
- Vc já pensou em escrever essas experiências?
- É… Tô pensando em começar um blog.
- Boa Ciclano, eu tenho um!
- Hm.
- É legal. Lá coloco meus devaneios e sempre conto histórias, expresso coisas a mais, sabe?
- Hm, sei…
- Sempre aumento ou invento alguma coisa, senão vc não prende a atenção da galera que acessa.
- A minha idéia é essa.
- É Ciclano, é uma experiência muito boa, as pessoas me ligam, dão opinião, rola uma troca de informações.
- Entendi.

- Bom Ciclano, foi bom falar com vc.
- É vdd! Apareça qdo der.
- Apareço sim. Desculpa cortar a conversa agora mas tenho que ligar para mais uma lista de amigos desejando Feliz Natal.
- Eu tbm, ainda não “Natalizei” as pessoas.
- Mas pensa na idéia do blog, vc tem umas idéias boas.
- Hm. Valeu.
- Até hein, tchau!
- Tchau!

Natal(2)

Postado em palavras em Dezembro 24, 2008 por rodbox

Hoje o dia poderia durar pelo menos uma semana, meus pés estão ligeiramente frios e o clima está extremamente agradável, minha vontade é que a manhã dure até eu terminar de ler meus livros mas isso seria muita pretensão, não sei se são as luzes ou mas todo mundo está empolgado com alguma coisa, só o cheiro de gás que me incomoda, o botijão acabou de acabar e toda vez que isso acontece um cheiro horrível toma conta da casa, enfim, vou trocá-lo.
Estas horas que antecedem a ceia de Natal são muito boas, me trazem muita refexão e uma sensação muito boa, renovação, esperança, ânimo, otimismo, não vou discutir se Jesus nasceu exatamente em 25 de dezembro, existem pelo menos três religiões de origem cristãs que comemoram em datas diferentes mas nos predamos ao ocidente.
Antes de me afundar no trabalho novamente queria me retratar com os posts anteriores – sim, eu brigo entre eles e mudo de idéia também – hoje estou bem melhor e em Paz, Feliz Natal a todos que lêem este blog, aos que entram acidentamente, aos que acompanham fielmente e aos que entram por acidente.
Meu desejo hoje é como o da maioria das pessoas do mundo, que todos tenham Paz pelo menos por um dia, Paz para pensar, refletir e mudar – a parte mais difícil – pelo menos ousar ter um pouco mais de coragem.

Natal

Postado em Futilidades, palavras com as tags em Dezembro 21, 2008 por rodbox

Fim de ano sempre foi complicado, sempre acontece alguma situação que me deixa desconfortável. Para quem tem famíliares que comemoram algo chega até a ser interessante, até hoje não ví Papai Noel segurar o “menino” Jesus, quem sabe um dia eu entenda o significado do Natal fora o interesse comercial e as vendas de Coca-cola, por outro lado temos o significado religioso do Natal, para mim – um purista – parece o mais sensato mas não menos disfarçado encontro social ao redor da mesa longe do real sentido bíblico, talvez por isso me sinta tão fora desta situação, enfim, perdi a conta das vezes que fiquei sozinho em celebrações deste tipo, não estou me referindo a pessoas em volta mas ao sentido de estar alí como alguém esperando resposta do outro lado da linha.
Fazemos tão pouco para marcar nossa existência e o que fica é o “quase”, fiquei mais no quase do que nuca, coisa que quase realisei, pessoas que quase amei, situações que quase disse não, livros que quase lí, certezas que quase tive, quase isso, quase aquilo…
Com tanta incerteza fica difícil dormir em paz mesmo, o dever foi quase cumprido, a eterna mesmice de alguém que tentou e ficou no quase quando muito, quase tentou.
Devo estar exagerando em minha opinião cética e olhando apenas para as coisas que não realisei, não sei ao certo mas me incomoda mais estas do que as coisas realizadas, do que o sucesso ou grandes feitos, o que me incomoda é que essa sensação se repita todos os anos.

Bem estar

Postado em Futilidades, palavras com as tags em Dezembro 20, 2008 por rodbox

No momento estou com uma dor de dente horrível… Não é cárie, tenho certeza que foi no almoço quando comia aquele pedaço de bife nobre, tão nobre que um pedaço dele está me deixando com a boca latejando, é só passar o fio dental que isso acontecesse, acho que não sei passar. Minha gengiva sangra, o fio dental ficou todo vermelho.
Estava rabiscando umas palavras sem nexo no meu caderno de anotações, estava me perguntando o porquê que as pessoas escrevem um caderno de anotações e porque exatamente eu estava fazendo aquilo, nem me lembro como comecei mas não vivo sem ele, boa parte do que penso fica no blog e quem sabe algum dia as compile em um livro, seria legal tê-las na estante.
Já passa das dezoito horas e o tempo corre, não tenho muito o quê dizer, todo mundo tá agitado com festas e comemorações e eu com meu trabalho, voltamos a um dilema contemporâneo, a existência vazia, nos preocupando com coisas e esquecendo de pessoas.
Nesse ano, aprendi o óbvio: a hipocrisia está em todos nós, falamos mais do que fazemos e olha que falamos bonito, o ser humano é egoista mesmo em suas atitudes altruístas e O oxigênio nos mata lentamente ao longo dos anos, o trabalho dignifica o homem e a mediocridade é uma das sombras mais incômodas que podemos ter, pois é… Algumas perguntas ainda ficaram, creio que algumas sempre ficarão, o que me resta é a prosa de um blog, de quem me acompanha e me ama, até secretamente.

Confiança (2)

Postado em palavras com as tags em Dezembro 7, 2008 por rodbox

As conseqüências do egoismo não são apenas competição e prazer próprio, a superficialidade também acompanha a pessoa em todos as suas relações, não se envolvendo o suficiente com nada ou se comprometendo não mais do que o necessário, é como enterna caminhada pela mediocridade.
A superficialidade, talvez tão grave quanto qualquer característica moral negativa do ser humano, presente a todo momento do nosso dia-a-dia e enraizada nos moldes da vida moderna, das duas uma:  temos um exceço de cobranças sociais que não nos permite abraçar mais de uma causa ou realmente estamos nos tornando pessoas narcizistas. Onde está a confiança? Talvez a solidariedade nos salve da superfície de todos os assuntos como temos visto diante dos acontecimento, ajudar e não criticar contribuir e não se ofender.
O que proponho com dois post que trazem o mesmo título? simples, mudança de comportamento, a chamada metanóia, se de tal maneira penso de tal maneira irei agir e pela força de vontade me corrigir das imperfeições humanas.
Para muitos a existência humana  é uma passagem composta de dores e cicatrizes sem fim, para outras, a existência é uma constante oportunidade de riscos e aventuras incoseqüêntes a cada esquina, com qual eu fico? Escolho a simplicidade dos que valorizam o momento com as pessoas que amam, ainda que o vazio bata a porta, ainda que raiva plante suas sementes, ainda que a traição vire uma sombra.
Amar não precisa ser com dinheiro ou bens, se são apenas palavras que você possui que sejam palavras boas e doces, que tragam refrigério e curativos aos corações que o cercam, palavras que tragam confiança e gere enternamente o bem.

Confiança

Postado em palavras com as tags em Dezembro 4, 2008 por rodbox

Não há nada pior do que ter coisas para fazer e não saber como fazê-las e as pessoas que podem te ajudar não poderem te ajudar porque estão ocupadas demais com suas tarefas. Qual pessoa poderia te ajudar neste momento ou que tipo de ajuda você gostaria de ter?
São situações como esta que nos fazem, pelo menos eu, refletir o quanto precisamos ter ajuda e claro, ajudar. Ajuda, é uma palavra complicada nos dias de hoje, por mais que se fale em colaboração e trabalho em equipe, as pessoas só o fazem pois esperam ter benefícios pessoais em troca, é um sentimento egoísta brando que ameniza o peso da culpa em nos tornarmos criaturas hedonistas, a regra é “me ajude! Quem sabe um dia você precise e se der tudo certo, retribuo um pouco do que me deu…” creio ser um pensamento inerente a natureza humana, agora, qual a confiança que você tem nas pessoas?
Confiança, outra palavra que atinge em cheio as relações humanas, confiamos nas marcas e objetos, por um instante pensamos que se tivermos um determinado emprego, um salário bom e um círculo profissional estaremos relativamente estáveis e seguros de si, certos que teremos ajuda quando alguma coisa der errado, certo? Errado!
Se meu ego diz que ajudando o próximo vou ter benefícios pessoais a longo prazo eu não confio em ninguém, só me resta a busca insaciável de ter mais, ser mais, agregar mais e nenhuma confiança a quem está do meu lado, se encaro a todos como possíveis concorrentes, minha confiança se resume a apenas no eu, eu e eu…
Qual a confiança que há nos nosso relacinamentos? A dor é uma coisa ruim não há dúvida e o processo de crescimento é doloroso, abrir mão de algo que você bate no peito por achar ser totalmente seu é duro, ajudar e confiar é um risco e que pode trazer mas se não exercemos, ficaremos cada vez mais longe de entender a nós mesmos.
A vida é dura e se não formos mais duros que ela no sentido de retribuir positivamente as coisas negativas, certamente seremos os seres humanos mais miseráveis de nossa existência.