Arquivo para Janeiro, 2009

Ano novo(2)

Postado em palavras em Janeiro 27, 2009 por rodbox

O ano começa efetivamente agora. Após férias e grandes acontecimentos, férias são um grande acontecimento e se possível uma série interminável de posts, alguns em forma de série e outros como estes, sem muito objetivo, como uma pequena fonte de informação e filosofia de amador como costumo chamar. O lay-out não ajuda muito eu sei, por isso prezo pelo conteúdo, talvez essa seja a única vantagem do Blogspot e seus domínios ligados ao lay-out livre ao contrário do WordPress que qualquer modificação precisa ser paga, quem sabe um dia volte ao domínio do blogspot. Recebi um zine voltado as HQs do Fantasma mas primeiro para começo de conversa, você sabe o que é um zine? Exato, comecemos por aí e este veio bem completo, ainda vou fazer um post especial sobre zines e sobre o Fantasma.

Férias X Tecnologia

Postado em palavras em Janeiro 25, 2009 por rodbox

O melhor de tirar férias é ir para um lugar onde você sabe que vai “zerar” sua mente, ficar inspirado, recarregar a pilha e voltar novo em folha ou mais próximo disso.
Falando ainda sobre as questões que afligem o ser humano, esse parece ser um post para todos os candidatos a nerd. Definitivamente ficar mais de 24 horas sem qualquer tipo de tecnologia é desesperador, sem celular – ou num lugar onde qualquer sinal de vida é no mínimo uma meia hora dali, sem mp3 player – ou um celular que comporte suas músicas, sem acesso a internet ou que seja mesmo um desktop velho sem conexão com a web, apenas com a finalidade de escrever, imagine-se sem caneta e sem caderno – para anotar projetos ou pensamentos que poderiam render posts como este e grandes reflexões.
Foi exatamente isso! A idéia de isolamento me assusta, tudo bem vai… Vivemos na cidade onde ninguém olha na cara de ninguém e onde as pessoas pagam para não serem vistas, pagam a mais para terem exclusividade e privacidade, enfim… Não deixa de ser “meu” isolamento, na ‘minha’ cidade, no “meu” quarto, no meu mundo, a velha questão da bolha a qual nos enfiamos, morremos de tédio mas é cada um em sua bolha, nesse contexto adiciono a questão do tempo, ver o sol, queimar o pé, ralar o joelho, ver a natureza, neblina, tomar chuva, sentir calor, ter pouca comida, essas coisas nos fazem sair da rotina, nos alegram e nos chateiam.
Num momento de total distração me perdi mais um pouco com um vendedor de bolhas de sabão, foi neste exato momento que formulei este texto.
Ainda que vivamos dentro de bolhas de sabão, romper com ela é difícil, sair da rotina é dureza, sairmos de nossa forma é altamente desconfortante, talvez por isso seja tão fácil desperdiçar uma vida inteira com tantas mediocridades e picuinhas de nosso dia-a-dia.
O tempo passou muito devagar quando queria estar na frente do computador fazendo qualquer coisa para me expressar e não conseguia – mesmo procurando uma Lan House. O tempo passou muito rápido quando pensei nas pessoas que amo e o quanto queria estar ao lado delas.
De toda forma, férias são férias, gerando reflexão e alguma ponta de novas idéias compensa…

Tempo

Postado em palavras em Janeiro 19, 2009 por rodbox

Cada um tem uma percepção sobre o tempo que pode durar muito para uns e pouco para outros. Umas das questões que provavelmente mais afligem as pessoas é a noção de tempo, por exemplo: quando começar algo, quando terminar, quando esperar, quando largar mão, enfim, qual é o peso do tempo frutos de nossas ações. Dias atrás o tempo tempo passou muito rápido, queria ter tido algumas horas a mais para terminar um livro, um pouco mais para dormir, um pouco mais para ficar com minhas futilidades e todo dia isso parece se repetir, não que eu queira que o tempo passe devagar agora, só quero me readaptar a ele de modo que consiga gerenciá-lo melhor.

O tempo parece ser uma constante readaptação de nosso ritmo de vida, abrir mão do que não queremos e sair de nossa bolha é um parto inevitável, constante e doloroso, é inevitável olhar para as pessoas em volta e não achar absolutamente ninguém solidário a nossas angústias e se sentir sozinho na mutidão.

“Tudo isto tenho visto nos dias da minha vaidade: há justo que perece na sua justiça, e há perverso que prolonga os seus dias na sua perversidade.” – Ec 7:15

Inacabado

Postado em palavras em Janeiro 19, 2009 por rodbox

Todo mundo tem seu jeito, cada um sua personalidade, complexos em sua maioria e parece que quanto mais o tempo passa, algumas características se acentuam nos tornando preferencialmente chatos e pessoas difíceis de se trabalhar nos relacionamentos.
Relacionamentos são interessantes, para mim são uma obsessão, entender, ouvir, respeitar e observar, aparentemente é bonito dizer isto ou dizer que eu mesmo faço, confesso que tento… O fato é que ninguém tem sua personalidade acabada em alguns anos e que descobrindo-a, qualquer um tem o “manual” para entedê-la.
Na realidade, somos seres inacabados, nossa personalidade está sempre mudando e isso é bom! Claro que algumas características predominam mas prefiro acreditar que o ser humano é sempre “reprogamável”, suporta qualquer situação em qualquer lugar do mundo e sempre há a chance de mudar, podemos mudar o tempo todo e enquanto há vida.
Entendo que não há uma lógica na vida, enteder o perdão, o amor, o ódio, e como se formam as mágoa e aflições é preciso uma vida, cada um tem sua razão e suas justificativas.
“Pois a tudo isto apliquei o meu coração, fiz de tudo isto o objeto do meu exame e vi que os justos e os sábios, e as suas obras, estão nas mãos de Deus; se é amor ou se é ódio, não o sabe o homem. Tudo lhe pode sobrevir.” – Ec 9:1

Estou ouvindo…

Postado em Música em Janeiro 4, 2009 por rodbox

Emotive unstable you’re like an unwinding cable car
Listening for voices, but it’s the choices that make us who we are
Go your own way, even seasons have changed just burn those new leaves over
So self-absorbed you’ve seemed to ignore the prayers that have already come about

This is the correlation of salvation and love
(Don’t drop your arms)
Don’t drop your arms, I’ll guard your heart
With quiet words I’ll lead you in

La lalalala, la la la, la lala, la
La lalalala, la la la, la lala, la

Backing away from the problem of pain you never had a home
You’ve been misguided, you’re hiding in shadows for so very long
Don’t you believe that you’ve been deceived that you’re no better than…
The hair in your eyes, it never disguised what you’re really thinking of

This is the correlation of salvation and love
(Don’t drop your arms)
Don’t drop your arms, I’ll guard your heart
With quiet words I’ll lead you in

This is the correlation of salvation and love
(Don’t drop your arms)
Don’t drop your arms, I’ll guard your heart
With quiet words I’ll lead you in

You’re so brilliant, don’t soon forget
You’re so brilliant, grace marked your heart
You’re so brilliant, don’t soon forget
You’re so brilliant, grace marked your heart
You’re so brilliant (This is the correlation)
Don’t soon forget (Between salvation and love, don’t drop your arms)
You’re so brilliant (I’ll guard your heart)
Grace marked your heart (With quiet words I’ll lead you in and out of the dark)

AnberlinThe Unwinding Cable Car

Dois sentimentos

Postado em palavras em Janeiro 4, 2009 por rodbox

200127437-001Percebo com a chegada do ano novo como sentimentos são voláteis – mais um post sobre relações humanas. No momento da virada lá estava eu, cansado e longe de quem eu gostaria de estar perto, o sentimento maior era de cansaço e relativo desespero de não sentir todo aquela empolgação que paira no ar horas antes da virada, pessoas de branco, sincretismos e derivados que servem de “esperança”, como se o fruto de sucesso não dependesse do indivíduo, enfim, a última coisa que eu queria ouvir o estouro de um rojão.
Passado meia noite, 1º de janeiro de 2009, nada como saber que um novo ano começa e o silêncio após gritos e extravagâncias típicos da virada, silêncio, para meditar, pensar, respirar fundo, lembrar como foram os exatos 10 segundo precedentes ao longo de alguns anos e finalmente o sono.
Na manhã seguinte o sentimento era outro, de euforia e tranquilidade, mesmo estando longe de quem gostaria de estar perto. Como podem dois sentimentos andarem tão pertos?