Arquivo para Abril, 2009

Feriadão Cult

Postado em Arte, palavras com as tags em Abril 21, 2009 por rodbox

vista_geralAproveitando o feriado, fui dar um pulo na FLIC – Festival Internacional da Leitura de Campinas – um evento que não entendi ao certo do “Internacional” no nome, pareceu-me um pouco tímido considerando a quantidade de stands de livrarias e editoras que lá estavam, talvez por ser a 1a edição, enfim, como nunca tinha ido a Estação Guanabara foi extremamente prazeroso passear por livros e mais livros numa antiga estação restaurada com um espaço bem amplo  capaz de fazer qualquer visitante sentir-se confortável além de ter banheiros dignos para eventos deste tipo e outras atividades oferecidas como: exibição de filmes, local para debates entre leitores e escritores, desenhistas fazendo caricaturas -  detalhe, grátis! – espaço infantil personalizado com cenários do Cocoricó, aliás, boa parte dos stands tinha conteúdo infantil, livros infantis de toda sorte para pais preocupados com os passos de seus filhos no mundo das letras.

Pude anotar sugestões de novos títulos, conhecer novas editoras, assinar o livro de presença e ver um contator de histórias lembrando trovadores da literatura e porque não dizer o front man palhaço do Teatro Mágico, ótimas horas de conversa e observação.

Aqui vai a dica cult, recomendo o evento que vai até o dia 26 deste mês, vale a pena dar um pulo lá e esperar os próximos.

Segue links sobre o local e evento:

CIS Guanabara

FLIC

corredor flic_abril_2009

Eletric Eye

Postado em palavras com as tags em Abril 19, 2009 por rodbox

Difícil imaginar como viveremos daqui a alguns anos.  Sempre que leio ou assisto alguma coisa que retrate o futuro, pego me pensando no assunto, quais serão as guerras travadas pelas grandes nações, qual será a nação detentora da supremacia política e econômica, quem dependerá de quem e como a sociedade irá se organizar.
Exemplo disso, dias atrás eu estava assistindo um longa japonês – clássico entre os fãs de animação – criado por Katsuhiro Otomo de nome Akira, não vou entrar nos méritos da produção do desenho mas sim no que ele me fez pensar além do que já disse no parágrafo anterior.
Faz algum tempo que venho juntando algumas pistas e tentando fazer minha teoria de futuro: sociedade, governo, economia, religião entre outros assuntos que fico “viajando”, aliás, o nome do post foi inspirado numa música do Judas Priest de mesmo nome que por sua vez remete ao romance de George Orwell, o livro 1984, não sei se a música foi inspirada de fato no livro mas faz sentido para mim.
O mundo cyberpunk consegue ser fascinante e assustador ao mesmo tempo, usando o filme como pano de fundo, somo a questão entre tantas já anotadas: como ter uma sociedade sob controle em um futuro onde tudo caminha para segmentação seja ela qual for, racial, religiosa, sexual, cultural, social, etc? Ao que parece poucas empresas deterão participação em muitas áreas distintas, imagine a mesma marca participante em empresas de exploração de recursos naturais, atuação em atividades sociais, financeiras, bancárias e produção alimentícia, como um uma única marca para todas as suas necessidades, já pensou nisso? E a ordem?
Fico tentando entender, diante de tanta fragmentação como ter um poder comum e estável entre todas os aglomerados diferentes e mesmo assim esses grupos não se chocarem em nenhum ponto.

Um Empurrãozinho

Postado em palavras com as tags em Abril 5, 2009 por rodbox

Escrever é difícil, explicar com palavras o que se sente é como trazer pra realidade uma abstração, algo irreal pra solidez real e você ser o agente processador, reprodutor fiel dos sonhos.
Estes últimos dias tem sido um tanto quanto turbulentos, faz algum tempo que meus textos deixaram de existir, as idéias acabaram e só restaram migalhas das boas há muito batidas, restaram apenas o silêncio e a frustação de não conseguir produzir mais, por dias fiquei tentando entender como tirar o bloqueio, superar o esgotamento, encarar novas idéias, levar o pensamento a lugares não visitados antes, um enorme palheiro e nenhuma fagulha, apenas umidade e bolor nos cantos do pensamento.
Ler um livro, resenhar outro e tudo torna-se mecânico, acordar, tomar café, tralbalhar, voltar, esquecer o dia e tudo o que se sente é peso, um pesar pelas decisões e muita fatiga.
Os dias parecem ir mais rápidos que o normal, o tempo parece julgar nossas idéias e nos dizer se somos dignos de vencer esse mal estar e deixar nossa marca neste mundo com alguma coisa que nos de prazer efetivamente.
Já tentei arriscar de tudo nesses períodos: livros, música, filmes… é tudo muito superficial, nada parece romper a extiagem criativa e trazer de volta a transpiração.
Insônia, medo, falta de fé… Divagações a parte, quando jogamos tudo para o alto, rendemos as mãos e desistimos achando que é o fim, pensando que foi apenas uma fase de sorte ou seus dias felizes serão só memõrias, algo acontece.
Sei que estou com o sono em débito, irritado mais do que normal, um porre pra qualquer um que queira se aproximar e de reperente no meio da tempestade somos jogados no olho do furacão, um empurração as vezes nos faz muito bem, continua a alimentar aquele pequeno pavíl de vida entre as trevas, no sótão, esquecido e trancado nas lembranças perdidas.
“Tenho visto o trabalho que Deus deu aos filhos dos homens, para com ele os exercitar.” – Ec 3:10

…dos livros que lí(4)

Postado em palavras com as tags em Abril 5, 2009 por rodbox

Título: O Peregrino
Editora: Mundo Cristão
Lançamento: 2008 – versão Ilustrada
Autor: John Bunyan

Originalmente escrito em 1678 por John Bunyan. Umas das alegorias mais antigas sobre a vida cristã retratadas numa história comovente e muito reflexiva.
Meu objetivo não é levantar bandeira de religião nenhuma mas é um livro que vale a pena investir um tempo e dinheiro caso queira ter saber como é a vida de uma pessoa que tem apenas a esperança a favor da realidade.
Em busca da salvação, o personagem Cristão deixa tudo para trás, parte para uma terra desconhecida  e sofre toda sorte de dificuldades para encontrar o autor do livro que lhe deu a esperança.
Uma das características do livro é retratar a própria vida do autor em muitas passagem do personagem tornando-o envolvente e resgatando a velha questão pessoal que tenho com a vida, o sentido e motivos de estarmos aqui.
Recomendo!