Para Segunda-feira
Gosto dos momentos de solitude, quando tudo está em silêncio, quando há respeito pelos meus pensamentos e não há aquelas brigas psicológicas, sem dúvida as guerras mentais são as piores batalhas, ninguém sabe o que acontece dentro de sua cabeça e muita gente prefere se entregar a elas.
São histórias, são devaneios, são pequenas fagulhas que incitam o inconsciente e quando damos por conta existem filmes épicos, guerreiros, anjos e demônios em combates extenuantes, o desejo versus vontade e o resultado exposto pela fraqueza humana.
Dentre tantas batalhas, tantas iniciativas mentais, concluo que não hã certo ou errado diante da realidade, todas as histórias foram escritas, todas as possibilidades foram esgotadas, não há nada que se crie hoje que alguém não levante a mão e diga “Ei! Já vi isso em outro lugar!” e mesmo assim o Homem não achou respostas para suas aflições básicas e então vagamos, de vida, de pensamento, do real para o virtual e para a eternidade. O tempo é nulo e nossas vidas voltam ao grande mar da história da humanidade.
Detesto a velocidade das coisas, os dias, as semanas, como numa montanha russa, nossas emoções variam entre boas e ruins, buscando incessantemente o prazer, o bem estar, liberdade da dor a qualquer custo e damos de cara com o mesmo vazio.
O fútil é fácil, é uma dor superficial, é descartável e prazeroso, ninguém quer uma incisão na realidade, infelizmente ela dói.