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EGO(2)

Postado em Futilidades, poesia com as tags em Novembro 27, 2009 por rodbox

Hoje acordei como tenho acordado todos os dias, irritado.
Não tinha café, só leite frio, murmurei.
O relógio não me ajuda, ninguém me ajuda.
Tropecei na cama enquanto colocava a calça, xinguei.
Meu humor não ajuda, só penso em mim.
Ego criado em uma caixa de sapato,
há muito tempo incubado hoje foi revelado.
Um estado que não muda, aumenta a paralisia mental.
Nada muda, tudo é a mesma coisa.
A chatice de ser eu mesmo todos os dias.
A mesma irritação, a mesma chatice, a mesma mesmice.
Quem não quer ser algo diferente?
Um ator, poeta, um membro de uma sociedade secreta.
A dupla identidade que nos fascina, muitas vezes antagonistas,
hoje, o fantasma dentro de mim
chama-se EGO.
Só penso em mim.
Tudo me desafia, quebrar essas paredes de superficialidade.
Atingir a carne e resgatar a profundidade.
O criador, o altruísta, pacifista e bem humorado,
como me sinto chato, um pelo encravado.
Pena de mim não pensa em ninguém.
Trato de correr e rápido.
Mais um dia penoso no trabalho.
Mais um, mais um, mais um e mais um
parece que não chega o outro.
Tudo dentro de mim está chato.
Só penso em mim.
Nada de espelhos, nada de fantasmas.
O desafio do palhaço em mim.
Correndo atrás do próprio rabo.
Que cara chato!
Diz-me outra coisa se não me vou embora.
Quero eliminar o EGO.
Lamento, não posso.
Aqui não tem ar-condicionado.

Sumido

Postado em Futilidades, palavras com as tags em Novembro 4, 2009 por rodbox

Como ando meio sumido ultimamente, deixo apenas a letra de uma música que ouvi várias vezes nesse final de semana.
Continuo achando que Jack Johnson é o músico mais apaixonado na ativa.

Broken(Jack Johnson)

With everything ahead of us we left
Everything behind
But nothing that we needed at least
Not at this time and now
The feeling that I’m feeling well
It’s feeling like my life is finally mine
With nothing to go back to
We just continue to drive
Without you I was broken
And I’d rather be broke down with you by my side
So without you I was broken
But I’d rather be broken down with you by my side

I didn’t know what I was looking for so I
Didn’t know what I’d find
I didn’t know what I was missing
I guess you’ve been just a little too kind
And if I find just what I need
I’ll put a little peace in my mind
Maybe you’ve been looking too
Or maybe you don’t even need to try
Without you I was broken
But I’d rather be broke down with you by my side
So without you I was broken
But I’d rather be broke down with you by my side

With everything in the past fading faster and faster until it was gone
Found out I was losing so much more than I knew all along
But everything I’ve been working for
only worth nickels and dimes
But if I had a minute for every hour that I’ve wasted I’d be rich in time, I’d be doing fine
Without you I was broken
But I’d rather be broke down with you by my side
So without you I was broken
But I´d rather be broke down with you by my side

A questão do café(1)

Postado em Futilidades, palavras com as tags em Junho 17, 2009 por rodbox

Pior do que querer comer bem por um preço camarada é querer tomar café e comer por um preço mais camarada.
Em poucas palavras, foi assim:
- Olá moça, quero a promoção, quinze mini pães de queijo e um Nescafé duplo! – a atendente olha pra mim e refuta.
- Café não tem moço, só cappucino.
- Cappucino? Como assim? Eu quero a promoção com o Nescafé duplo! – demonstrando me um pouco frustrado em ter parado naquele quiosque pelo questionamento da moça. Ela muda a pergunta.
- Você não quer o leite?
- Não! – respondo eu ligeiramente impaciente olhando para os lados.
A moça pega o dinheiro, vira-se para olhar a máquina de café e volta.
- Moço, é muito café! Tem certeza do que quer?
- Claro que tenho! Tem ou não tem? – já demonstrando irritação.
Recebo meus pães de queijo e em seguida meu copo com pelo menos uns 300 ml de puro café, Nescafé.
A moça olha para mim com cara de culpada e continua a servir, dois chocolates, três saquinhos de açúcar, um canudo e o troco. Sem reação olho para ela me sentindo arrependido e espero a sugestão final.
- Acho que você vai precisar de mais açúcar – suregiu afinal.
Inocentemente pergunto:

- Hmm, com certeza, quantos mais são suficientes?
- Ah, mais uns três dá.
- Dá? – Pergunto com voz de choro.
- Dá! – Diz ela tentando me alegrar e balançando a cabeça positivamente.
- Ok… por favor. – Saio com cara de que deveria ter dado ouvidos a moça mas como sou um bebedor de café de lugares estranhos, deliciei-me saindo daquela esquina entre equilibrando minhas malas, sachês de açúcar, bebericações no café sem queimar a língua por fim não menos importante, chegar em tempo de pegar o ônibus.
Moral da história: Nem sempre a atendente do quiosque te dá a quantidade de açúcar devida.

Portugue”z”(2)

Postado em Futilidades em Março 27, 2009 por rodbox

Tô falando, olha as cácas abaixo!

Portugue”z”

Postado em Futilidades em Março 27, 2009 por rodbox

Já disse e vou repetir: preciso urgentemente de um curso de portugues.

Se não for muito além de precisar me atualizar quanto as novas regras ortigráficas, preciso de um curso que me ensine a prestar atenção quando for postar a noite e não mais comer palavras! Cérebro de peixe dourado!

…dos livros que lí(2)

Postado em Arte, Futilidades, palavras com as tags em Fevereiro 23, 2009 por rodbox

Título: Guerra Relâmpago – The Shortest War
Editora: V.G.T.
Lançamento: 1967
Autor: Ury Paz

Este é um daqueles livros que não pode ser encontrado em edições recentes mas apenas em sebos ou se você der sorte, na prateleira da casa de um amigo na fileira do canto, a dos livros antigos.
Originalmente, lançado em 1967, um dos anos marcantes para o mundo e especialmente para o Oriente Médio que presenciou a conhecida “guerra dos seis dias” que é basicamente todo o assunto tratado neste livro.
Tentar entender a questão no seu âmago era um dos objetivos durante a leitura e pude concluir muitas respostas além de alguns fatos interessantes, sem dúvida esta leitura dá um olhar um pouco mais crítico sobre as informações dos conflitos que vemos constantemente na região, a longa questão entre árabes e judeus parece não ter fim, aliás, não teve em seis dias e provavelmente não terá nas próximas décadas, entre tantos fatores que levam nações ao extremo da violência fica claro pelas palavras do autor a manipulação propagantista  feita pelo lado árabe, em especial o Egito com um dedo russo, sempre que possível, a RAU – liga dos países árabes – acusava Israel (com base de informações russas no mínimo tendenciosas) de um iminente ataque ao lado árabe, o que não era verdade diante do histórico israelense nas Nações Unidas e insistentes vistorias nas fronteiras e exécitos dos países envolvidos nas acusações.
Vale considerar que Israel foi formado 10 anos antes a duras penas, logo uma expansão territorial estava totalmente fora de seus planos ficando óbvio a luta pela suasobrevivência como estado e seus diretos como nação incluindo o direito de defesa mas aos poucos e fatidigamente os esforços diplomáticos não conteram a máquina de propaganda alimentada por Nasser, presidente do Egito que tratou sorrateiramente de armar pactos de segurança com a Síria e Jordânia.
Quando o conflito se deu, a promessa de Nasser era riscar Israel do mapa, começando pela afronta de ter tomado o estreito de Tiran ao sul de Israel e impedindo a entrada de recursos naturais como petróleo, o levaram a iniciar uma das piores campanhas militares que se deu notícia.
Não houve tempo para mais conversas e morosidade diplomática por parte ONU, Israel manifestou sua indignação e agiu antes.

“O preço que o Egito pagou pela ambição megalomaníaca de Nasser é excessivamente elevado para que possa, ao menos, ser percebido pelos egípicios analfabedos. Pelo menos 10 mil pessoas morreram e foi perdido equipamento que valia mais de um bilhão e quinhentos milhões de dólares. 600 tanques foram destruídos ou capturados; 400 aviões destruídos e milhares de veículos, peças de artilharia, armas leves e munções foram apreendidos…”
O que torna a leitura empolgante é o nível de detalhamento e o desenrolar das tensões e combates, de maneira heróica, emocinante e gloriosa; a narrativa conta com cartas dos soldados a seus familiares, cria espectativas e nos faz refletir mais uma vez no valor da vida e o quanto custa a soberania de uma nação.
Para quem gosta de leituras de guerra, política e história, recomendo!

…dos livros que lí(1)

Postado em Arte, Futilidades, palavras com as tags em Fevereiro 10, 2009 por rodbox

Título: A Filosofia de Andy Warhol
Editora: Cobogó
Lançamento: 1975(US) / 2008(BR)

Escrito pelo próprio Andy Warhol e como o título sugere, é um livro para saber o que ele pensava e o que ele falava com sua mulher, não era exatamente uma mulher de vderdade e sim seu gravador que deu a base para o livro todo e foi sua companheira de vida registrando sua percepção de mundo.
Andy Warhol divide opiniões entre todas as pessoas que o conheceram pessoalmente e/ou conhecem sua obra, para alguns sua arte não é arte, para outros ele é um dos principais artistas e ícones do século XX, tanto que sofreu um atentado em 1968 da fundadora e membro único da Sociedade para Castrar Homens – em inglês – SCUM – Society for Cutting Up Men – os motivos que o levaram a sofrer o atentado não são citados no livro mas pode-se dizer que ele provocou muita gente achava sua arte ridícula e ofensiva.
Ao longo do livro percebi que se existe uma pessoa fruto do meio que vive, essa pessoa é Andy Warhol, em todo livro ele não faz uma referência a arte clássica, livros ou grandes personalidades históricas, exceto Picasso o qual faz uma referência e tenta produzir em seis meses a quantidade de obras que Picasso produziu em toda sua vida, uma tentativa frustada, as grandes referencias são marcas, nomes de pessoas famosas e tudo o que a televisão exibia.
Baseado em sua narrativa, fica claro a predominante influência da televisão para inspirar suas criações na década de 1960, a imagem simplesmento o fascinava, tanto que ele tinha quatro televisores em seu quarto, um tipo de fascínio que chamou a atenção pela forma que a vida era retratada e foi base para seus mais expressivos trabalhos: a famosíssima Pop Art – a massificação da mensagem como arte. Talvez o grande trunfo de Andy foi ter entendido como os meios de comunicação impunham o comportamento que desejavam e reproduzir isso como arte, fazer das relações pessoas x produtos, seu sustento, entendendo que “pessoas são produtos e produtos são pessoas”, muita gente pode achar isso um extremo absurdo mas para o mercado de consumo é absolutamente óbvio a tipificação de pessoas/produtos e vice versa, sua célebre frase – “… no futuro todo mundo terá seus 15 minutos de fama”, pode parecer sem sentido para nós hoje em dia mas tem provado ser veradade a cada reality show, isso dito na década de 1970 soava mais como um tiro a esmo do que uma profecia diante da personalidade fútil mostrada no livro, um cara que viveu solitariamente a maior parte de sua vida, adorava conversar no telefone com seus amigos(as), viciado em doces, caixinhas, televisão, dinheiro e claro, arte.
Fico imaginando se Andy Warhol estivesse vivo hoje, com seria o debate entre as mídias convergentes ou melhor, se ele tivesse 25 anos hoje como faria a crítica diante dos aparelhos de televisão full hd e TiVos da vida, qual seria o manifesto lançado por Andy após o advento da internet?
Sem dúvida, é o que faz deste artista uma personalidade polêmica, visionária, fútil e atual mesmo após sua morte em 1987, uma arritimia cardíaca após operação da visícula biliar.

Ano Novo

Postado em Futilidades, palavras em Dezembro 27, 2008 por rodbox

bocejoAs vezes me questiono o porquê ando tão irritado, meu cabelo está desajeitado e meu humor mal definido, entre o amor e o cinismo eu tiro onda com minha própria cara quando escovo os dentes.
Tenho uma foto bem estranha na minha frente com uma cara sonolenta, como minhas letras não tortas pois estão digitadas mas confusas em sua forma, podem dizer muito mas contar uma grande mentira ou ensaiar um ensaio para a próxima investida.
Para o próximo ano tenho alguns planos, uns ambiciosos outros nem tanto, começando por este blog, blog é blog então porque não alimentar o saudosismo e voltar a publicar zines como troca de informação, ninguém substitui o esmero e o tempo dedicado em produzir algo que a tecnologia não substitui, não deixa de ser uma espécie em extinção, são só planos.

Natal

Postado em Futilidades, palavras com as tags em Dezembro 21, 2008 por rodbox

Fim de ano sempre foi complicado, sempre acontece alguma situação que me deixa desconfortável. Para quem tem famíliares que comemoram algo chega até a ser interessante, até hoje não ví Papai Noel segurar o “menino” Jesus, quem sabe um dia eu entenda o significado do Natal fora o interesse comercial e as vendas de Coca-cola, por outro lado temos o significado religioso do Natal, para mim – um purista – parece o mais sensato mas não menos disfarçado encontro social ao redor da mesa longe do real sentido bíblico, talvez por isso me sinta tão fora desta situação, enfim, perdi a conta das vezes que fiquei sozinho em celebrações deste tipo, não estou me referindo a pessoas em volta mas ao sentido de estar alí como alguém esperando resposta do outro lado da linha.
Fazemos tão pouco para marcar nossa existência e o que fica é o “quase”, fiquei mais no quase do que nuca, coisa que quase realisei, pessoas que quase amei, situações que quase disse não, livros que quase lí, certezas que quase tive, quase isso, quase aquilo…
Com tanta incerteza fica difícil dormir em paz mesmo, o dever foi quase cumprido, a eterna mesmice de alguém que tentou e ficou no quase quando muito, quase tentou.
Devo estar exagerando em minha opinião cética e olhando apenas para as coisas que não realisei, não sei ao certo mas me incomoda mais estas do que as coisas realizadas, do que o sucesso ou grandes feitos, o que me incomoda é que essa sensação se repita todos os anos.

Bem estar

Postado em Futilidades, palavras com as tags em Dezembro 20, 2008 por rodbox

No momento estou com uma dor de dente horrível… Não é cárie, tenho certeza que foi no almoço quando comia aquele pedaço de bife nobre, tão nobre que um pedaço dele está me deixando com a boca latejando, é só passar o fio dental que isso acontecesse, acho que não sei passar. Minha gengiva sangra, o fio dental ficou todo vermelho.
Estava rabiscando umas palavras sem nexo no meu caderno de anotações, estava me perguntando o porquê que as pessoas escrevem um caderno de anotações e porque exatamente eu estava fazendo aquilo, nem me lembro como comecei mas não vivo sem ele, boa parte do que penso fica no blog e quem sabe algum dia as compile em um livro, seria legal tê-las na estante.
Já passa das dezoito horas e o tempo corre, não tenho muito o quê dizer, todo mundo tá agitado com festas e comemorações e eu com meu trabalho, voltamos a um dilema contemporâneo, a existência vazia, nos preocupando com coisas e esquecendo de pessoas.
Nesse ano, aprendi o óbvio: a hipocrisia está em todos nós, falamos mais do que fazemos e olha que falamos bonito, o ser humano é egoista mesmo em suas atitudes altruístas e O oxigênio nos mata lentamente ao longo dos anos, o trabalho dignifica o homem e a mediocridade é uma das sombras mais incômodas que podemos ter, pois é… Algumas perguntas ainda ficaram, creio que algumas sempre ficarão, o que me resta é a prosa de um blog, de quem me acompanha e me ama, até secretamente.