Gosto dos momentos de solitude, quando tudo está em silêncio, quando há respeito pelos meus pensamentos e não há aquelas brigas psicológicas, sem dúvida as guerras mentais são as piores batalhas, ninguém sabe o que acontece dentro de sua cabeça e muita gente prefere se entregar a elas.
São histórias, são devaneios, são pequenas fagulhas que incitam o inconsciente e quando damos por conta existem filmes épicos, guerreiros, anjos e demônios em combates extenuantes, o desejo versus vontade e o resultado exposto pela fraqueza humana.
Dentre tantas batalhas, tantas iniciativas mentais, concluo que não hã certo ou errado diante da realidade, todas as histórias foram escritas, todas as possibilidades foram esgotadas, não há nada que se crie hoje que alguém não levante a mão e diga “Ei! Já vi isso em outro lugar!” e mesmo assim o Homem não achou respostas para suas aflições básicas e então vagamos, de vida, de pensamento, do real para o virtual e para a eternidade. O tempo é nulo e nossas vidas voltam ao grande mar da história da humanidade.
Detesto a velocidade das coisas, os dias, as semanas, como numa montanha russa, nossas emoções variam entre boas e ruins, buscando incessantemente o prazer, o bem estar, liberdade da dor a qualquer custo e damos de cara com o mesmo vazio.
O fútil é fácil, é uma dor superficial, é descartável e prazeroso, ninguém quer uma incisão na realidade, infelizmente ela dói.
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Para Segunda-feira
Postado em Filosofia, palavras com as tags Segunda-feira em Outubro 19, 2009 por rodboxReflexões
Postado em Filosofia, palavras com as tags Reflexões em Setembro 27, 2009 por rodbox
Fico me perguntando qual deveria ser o papel dos seres humanos, ou melhor, encurtando a reflexão, como deveria ser nossas relações humanas? Evolução, crescimento, conhecimento, experiência, o que era antes já não é mais e que foi volta a ser alguma coisa.
Quanto tempo ficamos parados olhando a vida do vizinho, do amigo, dos tios, de quem quiser, acontecer e a nossa vida a mantemos parada?
Quantas pessoas passam pela nossa vida em um ano? Há fases que há encontros e desencontros, por exemplo, conhecemos muita gente na faculdade, no trabalho, no dia-a-dia e quantas nos preocupamos de fato, nenhuma resposta.
Com quantas pessoas devemos dividir nossa sinceridade e amor, se é que existe em algum de nós?
Cansei de contar o números de pessoas que passaram por minha vida e dei o valor errado, alguns mereciam muita atenção e outros nada, troquei os valores e lá se foram.
Outro dia ouvi uma frase muito boa – não me lembro o autor – mas ele dizia “Experiência é nome que a gente dá aos erros que cometemos ao longo da vida”, por uns bons minutos fiquei refletindo e tentando desconstruir a frase e montar minha própria conclusão, o máximo que consegui foi expressar um olhar de indignação. Desde então tenho me aprofundado nessas questões existenciais e volto pergunta inicial deste post.
Quais são as pessoas e os lugares certos que devemos dividir nossos esforços, criatividade e tempo?
Hoje em dia há uma pressão para uso e produção de nossos sentidos em prol de grandes organizações que nem sabemos suas reais intenções no topo da pirâmide, simplesmente dizem “siga a fila e lá no final você não se arrependerá!”.
Se você leu 1984 de George Orwell, deve ter percebido que esse pensamento é muito presente no personagem principal que passa quase todo o romance lutando consigo mesmo e o mundo todo a favor de sistema utópico, como se estivesse dentro de uma máquina auto-suficiente sem direção.
Qual o tamanho da esperança que você deposita em si mesmo? Qual a sua visão de futuro e que você tem desejado para si?
Ainda irei colocar em um romance todos os assombros, devaneios e epifanias que tenho.
Partida
Postado em Filosofia, palavras com as tags Partido em Setembro 23, 2009 por rodbox
A pior coisa que existe é se olhar no espelho e perceber que a pessoa amada não se encontra mais em seus olhos, é sentir um abismo aberto em seu coração e há alguém faltando em seu olhar.
Antes, noites com pesadelos, agora, noites em solidão. Há quem tire da dor poemas doces e belos e há quem não consiga formular pensamentos vagos sem lembrar do que se foi.
Ela não morreu, só partiu com permissão e a parte mais ferida ficou contigo, do lado de dentro, quebrado, sangrando…
Ainda há muita coisa em comum, o que se foi e o que ficou, as lágrimas continuam nos ligando numa triste expressão. Esse é o lado da dor.
Há agora um tempo de achar o caminho de volta, meditar e esperar que a razão volte ao seu caminho e que ambos fiquem bem, …ambos fiquem bem, que eu fique bem, que ela fique bem, o estar bem sempre me trouxe uma ponta de desapontamento, nunca quis que ele fosse usado e as vezes doía ao ser ouvido sem motivo.
Partido, como um garoto que volta ao campo, olha o horizonte, vê as nuvens carregadas de água e relâmpagos, sente a brisa e tenta imaginar o que há além de toda a tempestade.
Imagina sentir-se seguro nos braços de quem?
Uma nova vitrine, um nova cicatriz, quanto tempo falando dos outros, dos que já não estão mais entre nós, qual será sua nova roupa, quem será seu novo amigo, resta muitas perguntas, muitas dúvidas e quem saberá o que há no coração do homem?
Superficialidade
Postado em Filosofia, palavras com as tags superficialidade em Agosto 26, 2009 por rodbox
Superficialidade! Novamente este tema volta em cena, poderia incluir na parte dos post “…dos livros que lí” pois o assunto voltou justamente com minha leitura de um dos livros póstumos de Júlio Verne – Paris no Século XX, o texto foi encontrado apenas em 1984 confirmando o título que havia sido publicado pelo filho de Verne dias após a morte de seu pai.
Por volta de 1860, Júlio Verne tentou imaginar como seria o mundo a mais ou menos a cem anos dalí e posso dizer que ele foi bem em retratar como as relações humanas estariam baseadas em coisas e não em pessoas e se você não enquadrar-se simplesmente seria uma carta fora do baralho sem o mínimo de remorso para a sociedade e é o que ocorre com o personagem principal do romance.
Verne previu que certas faculdades humanas estariam praticamente mortas quando o mundo chegasse ao seu ápice de produção industrial, não haveria autênticas mulheres, a relação entre marido e mulher seriam os negócios, a base de troca de interesses, não há sentimento apenas comprometimento com o lucro e gestão das informações para melhorar os resultados.
Desta forma, há grandes complexos para estudos, grandes instituições de ensino científico e mecânico, o livro cita a “Sociedade Geral de Crédito instrucional” um local onde o que importa é ser bem sucedido nos números, na química e administração dos bens e o pobre do personagem – coincidentemente com o nome de seu filho, Michel – destaca-se por ser um talento nas letras, na poesia e apaixonado pelos grandes autores franceses praticamente esquecidos numa sociedade moderna e ao longo do romance o jovem é colocado como um peso na família por não compartilhar as mesmas ambições.
Diante do mundo utópico de Verne, fico com a parte dos relacionamentos mal resolvidos, superficiais e interesseiros – que sempre existiram, sem dúvida – mas que hoje se tornaram mais reais que nunca devido a tecnologia em nossa disposição: temos a velocidade da informação, das transações bancárias, dos sistemas integrados e uma solidão caótica!
Infelizmente, a superficialidade parece ser uma tendência para nós do Século XXI, tanta velocidade e integração que nosso tempo tem sido tão escasso diante das futilidades e arrisco incluir que se não são fatores dessa velocidade são nossas próprias limitações internas e externas além das pandemias, atentados, violência, variações climáticas, etc.
Sinto que as novas gerações estão fadadas a efemeridade e as utopias de um futuro já escrito e assim nossa vida se vai escorrendo por entre os dedos alimentando alguma engrenagem da fatídica globalização.
Faz um tempo que queria fazer este pequeno ensaio, contribuindo para minha filosofia dessa vez ligada ao campo da música, o assunto é Heavy Metal e Rock´n´Roll de uma maneira geral.