As vezes damos de cara com nosso ego e perdemos. É difícil superar algumas coisas que ficaram mal resolvidas lá trás e que agora cobram posição firme sobre quando serão resolvidas, ficamos como uma formiga diante dos gigantes da floresta e de sua aparência assustadora, nos sentimos fracos, impotentes e nas mãos da situação, situação essa que me constrange e faz perder os sentidos.
Infelizmente é assim, crescemos, nos adaptamos e buscamos a constante superação. As vezes tudo acontece muito rápido e não suportamos. Há quem suporta a fama, a subida repentina da carreira, uma grande perda mas há aqueles que mal suportam o peso da razão e certas verdades.
Me considero otimista mas quando estamos do lado do perdedor nenhum incentivo faz muito sentido, sabe aqueles momentos que não vem a mente nenhuma idéia boa, nenhum pensamento bom, nada, zero?
Você acha que perdeu a fé em tudo, é um drama mental, o vale da sombra da morte, e lá estou eu vagando tentando me recompor apenas por que há alguma coisa que me mantém de pé, não consigo acreditar mas sei que tem.
Ego
Postado em palavras com as tags Ego em Julho 25, 2009 por rodboxLucidez
Postado em poesia com as tags Lucidez em Julho 22, 2009 por rodboxA campanhia toca,
acorda, vai ver quem é
sua cabeça está muito longe da porta
longe para olhar pela janela.
enquanto deita na cama,
outro fantasma ecoa ao seu lado.
Só mais algumas horas,
a música alta não te deixa dormir,
(ou já dorme há muito?)
Respira fundo,
agora o barulho vem de fora.
Outro vizinho,
vazio,
grita, tenta chamar atenção
preso aí,
a pancada é seca,
um vinho sem sabor.
Olhos fecham
contra sua vontade.
Outros olham para dentro
A mente não ajuda
oferecem mais um pouco daquela bebida,
(adrenalina),
Imaginação,
acusação, sobre peso.
Alguém que escute
Alguém que escute
Tire a luxuria da mente,
leve os devaneios
mistérios da alma
Fugindo das grades
teias que criou
fastamas de si mesmo
nunca se vão
Horas e horas a procura socorro.
Assim que eles são
Assim que eles são
Assim que eles são
Assim que eles são
Assim que eles são
Assim que eles são
Notas
Postado em palavras, poesia com as tags Notas em Julho 10, 2009 por rodbox
Calmamente pego meu caderno e começo a divagar, o poeta senta e começa.
Como criar conexões entre o ceticismo e o crédulo? O real e o imaginário?
Algumas linhas podem nos definir, responder questões históricas: o que somos, o que fazemos, para onde iremos. Busco incessantemente caminhar pela fina linha dos sonhadores, não pra ser alienado mas com a certeza de que tenho um pé na realidade e outro nas nuvens.
A palavra e o poder, os dois na mesma frase e a frase em um parágrafo com cenas de ação, próxima espectativa, próxima linha no próximo parágrafo em outra página. Crio caminhos por entre exaustivos estudos dos sentidos e notas de rodapé, ao final defino “A poesia nos salvará!”, a fina arte de compor momentos mágicos com maestria.
Dizem que os artistas não enlouquecem pois sonham acordados e manifestam seus devaneios de todas as formas. Quão divido talento este de trazer do pensamento, do abstrato para a realidade dura dos que vivem presos e a enxergar o que seus olhos colocam diante destes, o poeta sempre vai além de seus registros, ele vive, acredita e sonha com suas palavras, com ele a eternidade está garantida.
Sobriedade e loucura, como controlá-las? Momentos que geram palavras de pedra como se fossem forjadas na rocha e momentos que geram amizade e ternura. O poeta anota, rabisca e conversa consigo mesmo, esta é a razão pelo qual faz sua arte.
Diálogo entre dois
Postado em palavras com as tags Diálogo em Junho 29, 2009 por rodbox
Um casal sentado no banco de uma praça numa manhã de domingo olhando vagamente por entre os carros, conversam, eles tem um diálogo, morno, pálido como tinta em parede antiga:
- O que é arte? – Pergunta um vagarosamente.
- É tudo que desperta emoção nas pessoas – responde o outro gesticulando as mãos.
- Por que motivo as pessoas precisam dela? – Olhando fixamente para o horizonte.
- Para se alegrarem. – O outro pisca.
Silêncio.
- Há outras coisas que alegram as pessoas – volta a perguntar o um.
- Há… Mas ninguém vive sem as cores – o outro suspira.
- Existem cores tristes, não servem para alegrarem – provoca um.
- As cores tristes existem para lembrarmos que as cores alegres existem e se chamam arte – responde o outro olhando para o um e segurando sua mão.
Novo silêncio.
- Você me ama, outro? – tomando-o a outra mão e apertando-as contra o peito.
- Amo, meu bem! – O um desvia o olhar emocionado.
- Por favor, nunca me deixe. Preciso de você! – os dois se abraçam e choram juntos.
- Precisamos das cores um do outro para sermos completos – diz um chorando.
- Sim, meu amor! Eu te amo com todas as cores.
Novamente, silêncio.
Levantam-se e vão embora.
E assim faziam todas as vezes que sentiam medo.
…dos livros que lí(5)
Postado em Livros com as tags livros em Junho 20, 2009 por rodbox
Título: Ortodoxia
Editora: Mundo Cristão
Lançamento: 2008
Autor: G. K. Chesterton
Pena que apenas este livro encontra-se traduzido para a língua portuguesa. G. K. Chesterton é considerado um dos mais influentes escritores do século XX na defesa da fé cristã. Suas obras influenciaram grandes nomes da literatura como C.S. Lewis e Jorge Luis Borges.
Neste livro Chesterton, procura explicar sua crença e responde questões fundamentais da vida, de forma filosófica expõe os motivos que o levaram a debater seus valores com outros grandes escritores de sua época.
Sua defesa a favor da fé cristã torna a obra um grande tratado apologético não deixando de fora temas atuais do mundo moderno, passando por política, sexo e movimentos ideológicos ao longo da história.
Particularmente este livro reforçou algumas de minhas idéias no mundo ocidental, o otimismo diante de nossa realidade caótica e uma explicação plausível dos paradoxos da Igreja.
Mahatma Gandhi, Martin Luther King, Bernad Shaw, H.G.Wells são alguns dos nomes que o autor livro mantem diálogo ao longo de suas respostas.
Vale a pena ler e refletir!
A questão do café(1)
Postado em Futilidades, palavras com as tags Café em Junho 17, 2009 por rodbox
Pior do que querer comer bem por um preço camarada é querer tomar café e comer por um preço mais camarada.
Em poucas palavras, foi assim:
- Olá moça, quero a promoção, quinze mini pães de queijo e um Nescafé duplo! – a atendente olha pra mim e refuta.
- Café não tem moço, só cappucino.
- Cappucino? Como assim? Eu quero a promoção com o Nescafé duplo! – demonstrando me um pouco frustrado em ter parado naquele quiosque pelo questionamento da moça. Ela muda a pergunta.
- Você não quer o leite?
- Não! – respondo eu ligeiramente impaciente olhando para os lados.
A moça pega o dinheiro, vira-se para olhar a máquina de café e volta.
- Moço, é muito café! Tem certeza do que quer?
- Claro que tenho! Tem ou não tem? – já demonstrando irritação.
Recebo meus pães de queijo e em seguida meu copo com pelo menos uns 300 ml de puro café, Nescafé.
A moça olha para mim com cara de culpada e continua a servir, dois chocolates, três saquinhos de açúcar, um canudo e o troco. Sem reação olho para ela me sentindo arrependido e espero a sugestão final.
- Acho que você vai precisar de mais açúcar – suregiu afinal.
Inocentemente pergunto:
- Hmm, com certeza, quantos mais são suficientes?
- Ah, mais uns três dá.
- Dá? – Pergunto com voz de choro.
- Dá! – Diz ela tentando me alegrar e balançando a cabeça positivamente.
- Ok… por favor. – Saio com cara de que deveria ter dado ouvidos a moça mas como sou um bebedor de café de lugares estranhos, deliciei-me saindo daquela esquina entre equilibrando minhas malas, sachês de açúcar, bebericações no café sem queimar a língua por fim não menos importante, chegar em tempo de pegar o ônibus.
Moral da história: Nem sempre a atendente do quiosque te dá a quantidade de açúcar devida.
In-sensibilidade
Postado em palavras, poesia com as tags In-sensibilidade em Maio 24, 2009 por rodbox
A insensibilidade é algo altamente prejudicial a qualquer um…
Nestas poucas linhas, devo dizer o quanto é angustiante você se lembrar de uma pessoa e essa pessoa mal se lembrar de você.
Com poucas palavras ela tenta lembrar meu nome e lamenta que suas memórias estão um pouco embaralhadas sob o efeito do álcool mas se alegra por ver que eu estava bem.
Por um momento tento colocar todas minhas memórias a sua frente e estabelecer uma conexão com as suas, difícil, aparentou-me alguém que está muito longe da realidade do sonhador que fora um dia, lamentei.
Lamentei que suas memórias estivessem tão frágeis quanto uma pintura velha, lamentei que seus dias voltaram a ser a dura realidade das ruas, dos malabares, dos artesanatos, dias em vão e que ninguém olha das janelas, sua subsitência lhe garante seus momentos de devaneios e heróis imaginários, possíveis esperanças de que um dia terá suas feridas saradas e uma nova vida será a recopensa de suas penosas lágrimas.
O que fariam os ilusionistas da vida? Como recuperar alguém que vive a margem de si mesmo? O que devo fazer para que minhas lembranças não se tornem meras poesias empoeiradas e tão logo esquecidas?
A impotência diante da realidade é tão prejudicial quanto a insensibilidade dos que tropeçam diante dos que vivem apagados, distantes do humano digno, há muito abandonados por pessoas como eu, sinto-me insensibilizado.
Santos = Dumont
Postado em palavras com as tags Santos Dumont em Maio 17, 2009 por rodbox
Mais uma vez estive no Museu de Arte Contemporânea de Campinas para prestigiar a exposição Santos = Dumont. Como sugere o nome, a exposição exibe a história de nosso brasileiro heróico com seus experimentos ao longo de sua vida, é possível ver réplicas de projetos, balões, dirigíveis até a concepção do marco 14 bis. O espaço está muito interessante, com demostrações e interatividade com os experimento de Dumont, é possível brincar com os modelos 14 Bis, Demoiselle e até tentar pousá-lo nos terminais intererativos criado para aumentar o grau de envolvimento, há até um manequim de Dumont que não escapou de comentários cômicos. Visitação até 28 de junho deste ano. Terça a sexta das 09 às 17h, sábado das 09 às 16h e domingo das 09 às 13h. Av. Benjamim Constant, 1633 – Centro – Campinas Recomendo!
Tirei algumas fotos, onde é possível ver seus projetos. Fotos aqui
Postado em Uncategorized com as tags palavras em Maio 17, 2009 por rodbox
Parece que meu blog está se tornando um pequeno relatório semanal de lugares culturais que visito, pois é, o post desta semana não será diferente, não que isso seja ruim ou que eu não queira tomar este caminho somente mas continuo a falar das coisas que gosto e de certa forma é minha pequena colaboração e incentivo a todos os leitores a se interessarem mais por cultura em geral.
Apocalipse
Postado em palavras com as tags Apocalipse em Maio 10, 2009 por rodbox
Nunca estivemos tão perto de momentos tão delicados ou no mínimo assustadores ao longo dos últimos anos, parece que estamos a beira do Apocalipse e ao mesmo tempo parece que há um ar mesmo geral sob as pessoas de verem o fim de tudo, o fim de todos os abusos, injustiças, violências, epidemias, enfim, nunca o céu pareceu tão frágil como está agora, pode parecer um pensamento inicialmente abstrato mas tente numerar as más notícias que você viu no último mês.
As vezes, não sei se devo dizer que tive a sorte de nascer na década de 80 ou o azar de ter certeza que vou presenciar os fatos catastróficos contidos em uma lista infindável de previsões nos melhores anos de minha vida, a situação não parece nada boa, a triste sensação que tenho é que teremos os probleamas de hoje multiplicados por dois, três, quatro vezes: água, fome, desorganização social, políticas opressoras, controle de tudo e o peso sobre toda ação humana.
George Orwell nunca esteve tão certo quanto suas ficções e vou além, se não tivéssemos o terrorismo e toda idéia religiosa de oriente x ocidente, teríamos e temos as catástrofes naturais: superaquecimeto global, pandemias e esgotamento dos recursos naturais da Terra.
O post parece alarmante? Não exatamente, é só um desabafo que enquanto estamos nos divertindo com video games, há um céu de cristal muito delicado nos quatro cantos do mundo, existem pessoas com esperança mas um ar de incertezas negativas, nunca vimos um avanço da humanidade como nos dias de hoje e parodoxialmente nunca estivemos tão perto da própria destruição.