Vale repercurtir(1)

30 08 2008


Acabei de ouvir no rádio uma entrevista muito interessante do Jaguar, o cartunista que muitos da minha geração não faz idéia quem seja.
Aos setenta e seis anos, ele acaba de lançar o livro Ninguém é Perfeito, editora Desiderata, lançado inicialmente na Argentina cerca de 30 anos atrás mediante uma oportunidade na mesa de um bar, contando a história em suas palavras, “naquele dia sai para tomar um chop” e encontrou um empresário que estava disposto a investir fora de seu ramo de atuação, dono de uma vinícola queria se arriscar abrindo uma editora, começando por uma publicação de cartunistas latinos e ele, Jaguar, faria parte do primeiro lançamento, não teve dúvida, na esperança de ganhar uma caixa de vinho – que não aconteceu – pegou alguns desenhos publicados na época do Pasquim e enviou ao homem, meses depois o convidou para o lançamento num luxuoso hotel Argentino onde pode conhecer outros grandes cartunistas entre eles Quino que havia lhe deu a introdução com nada mais nada menos com a personagem Mafalda.

Podemos dizer que o livro foi uma obra recuperada, devido a vários rompimentos matrimoniais não costumava levar nem a escova de dente, saia com a roupa do corpo, anos mais tarde com uma cópia xerocada encontrou um amigo argentino que havia ganhado do próprio Jaguar uma edição e que está sendo lançada apenas agora.
Sempre bem humorado aos 76 anos de idade, mais de 55 anos de carreira, impressionou-me como deu esta entrevista, foi de sua casa, sóbrio e se recuperando de uma pneumonia devido a uma viagem a nossa capital paulista na promoção do livro, disse ele “Agora não bebo, só cheiro” em referencia ao inalador que tem que usar nessa fase.
Com seu humor debochado, traços toscos e aparentemente desleixados, o livro nada mais é que um retrato da imperfeição humana, como ele mesmo disse – “se todo mundo fosse perfeito eu estaria perdido! Perderia o emprego..”. É uma boa dica para quem quiser conhecer personagens como “Gastão – o Vomitador” e “Bóris, o homem tronco” personagens que foram criados apenas para preencher espaço no Pasquim quando não tinham mais conteúdo e que marcaram o estilo do cartunista.
Jaguar disse coisas muito interessantes sobre como encara o humor, para ele não existe inspiração e sim o momento de simplesmente fazer o que precisa ser feito, leitor de vários jornais diários, publica seus cartoons no jornal O Dia(RJ) e disse “o humor sempre está na contra mão, não existe humor politicamente correto ou fino” respondendo a pergunta da entrevistadora sobre algumas críticas do seu estilo.

Mais sobre o assunto.

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