Apagão

16 11 2009

A vida nos grandes centros ou próximos a eles é realmente fascinante. O caos causado por um apagão “relâmpago” fez-me lembrar imediatamente do filme Duro de matar 4.0 onde um suposto ataque terrorista causou perda dos sistemas de telecomunicações, bancário e abastecimento elétrico de todos os Estados Unidos, só quem tinha  geradores conseguiu avançar por mais alguns minutos dentro da enorme nuvem de caos estabelecida.
Tudo indica que mundo real não estamos longe das cenas do filme, com as interligações de sistemas cada vez mais comuns, é essa situação que estamos sujeitos,vai-se a energia, ficamos em pânico até a primeira vela ou lanterna ser acessa, corremos para a janela para ver se há alguma visibilidade do tamanho da escuridão, logo, que a energia volta, tentamos a internet, sem chances pois os servidores foram afetados, sem informações corremos para a TV na última tentativa de se acalmar e tendo a certeza que o problema foi maior do que imaginávamos: linhas telefônicas congestionadas, crimes, acidentes de transito. Todos os medos ganham vida, talvez nem tanto os crimes, mas segurança é a primeira preocupação que vem a mente.
Noto que há um ar de excitação em todo o cenário, as pessoas preocupadas com sua família e amigos que podem estar pelas ruas e sujeito a qualquer coisa ruim, a emoção que nos toma conta ao vermos os âncoras dos telejornais relatando minuto a minuto a situação dos vários lugares afetados dando uma enorme sensação de conforto e alívio, nos deparamos com muita gente acordada no mesmo momento e principalmente solidariedade dos meios de comunicação, nessas horas todos querem alguém preocupado em nos dizer o que acontece.
Diante de todo caos há ternura e segurança por aqueles que trazem as informações como se estivéssemos juntos, no momento do acontecimento, para os solitários é a glória.
Diante de tudo isso fiz um poema para expressar meu quadro pelo que passei nesse blecaute. Aí está:

De repente “…” silêncio e escuridão,
Um xingamento, uma palavra inesperada e a reação
Cadê a energia? Não salvei meu arquivo!
Tudo escuro pela janela da frente,
Tudo escuro pela janela dos fundos.
Maldito presidente!
Sabia que a conta não era dele.
Um minuto.
Quase tropecei no canto da mesinha da sala.
Me queimei tentando ascender a vela.
Finalmente vou poder beber água.
Mais velas, mais velas.
Não vejo nada.
Tudo escuro.
Passam-se minutos

Opa, voltou!
Nada de internet, ferrou.
Perdi mesmo meu arquivo.
Não salvei backup.
Tenho que dormir.
Ligo a TV! Ahhh!
Que conforto, bom saber
A situação poderia ter sido pior.
Fui privilegiado.
A rua continua escura.
Parece mais magro.
Foi um acidente? Sabotagem?
Pior! Politicagem!
Tanta gente acordada como eu.
Pq? Pq? Não importa.
Meu arquivo perdido, não volta…
Como é bom saber que tem alguém
mais preocupado do que eu.
Boa noite mundo.
Já perdi a hora.

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