EGO(2)

27 11 2009

Hoje acordei como tenho acordado todos os dias, irritado.
Não tinha café, só leite frio, murmurei.
O relógio não me ajuda, ninguém me ajuda.
Tropecei na cama enquanto colocava a calça, xinguei.
Meu humor não ajuda, só penso em mim.
Ego criado em uma caixa de sapato,
há muito tempo incubado hoje foi revelado.
Um estado que não muda, aumenta a paralisia mental.
Nada muda, tudo é a mesma coisa.
A chatice de ser eu mesmo todos os dias.
A mesma irritação, a mesma chatice, a mesma mesmice.
Quem não quer ser algo diferente?
Um ator, poeta, um membro de uma sociedade secreta.
A dupla identidade que nos fascina, muitas vezes antagonistas,
hoje, o fantasma dentro de mim
chama-se EGO.
Só penso em mim.
Tudo me desafia, quebrar essas paredes de superficialidade.
Atingir a carne e resgatar a profundidade.
O criador, o altruísta, pacifista e bem humorado,
como me sinto chato, um pelo encravado.
Pena de mim não pensa em ninguém.
Trato de correr e rápido.
Mais um dia penoso no trabalho.
Mais um, mais um, mais um e mais um
parece que não chega o outro.
Tudo dentro de mim está chato.
Só penso em mim.
Nada de espelhos, nada de fantasmas.
O desafio do palhaço em mim.
Correndo atrás do próprio rabo.
Que cara chato!
Diz-me outra coisa se não me vou embora.
Quero eliminar o EGO.
Lamento, não posso.
Aqui não tem ar-condicionado.

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