Cinema

21 03 2010

É muito divertido assistir filmes, ver o sangue escorrendo das vidas alheias, corpos sendo destruídos, mutilados, objetos caindo na cabeça dos personagens sem ferí-los, animações com mensagens filosóficas, dramas, torturas, catástrofes, enfim, os mais diversos gêneros e tipos enquanto saboreamos pipoca, tomamos sorvete ou seja lá o que é consumido durante uma sessão de cinema.

Sinceramente acredito que nosso filme é ver o filme dos outros, se emocionar e logo esquecer, vivemos uma época que o prazer é como um download, um analgésico, sentimos a carga emocional da película e voltamos para nossa realidade, nada contra, faz alguns milênios que o Homem não consegue encarar seu próprio horror, assumir suas fraquezas e tentar mudar algo por mais belo e interessante que a vida alheia lhe pareça.

Quando o personagem solitário e taciturno precisa escolher entre a cruz e a espada e este assumido por nós a história é outra. E quando o filme é nosso, o que devo escolher?





EGO(2)

27 11 2009

Hoje acordei como tenho acordado todos os dias, irritado.
Não tinha café, só leite frio, murmurei.
O relógio não me ajuda, ninguém me ajuda.
Tropecei na cama enquanto colocava a calça, xinguei.
Meu humor não ajuda, só penso em mim.
Ego criado em uma caixa de sapato,
há muito tempo incubado hoje foi revelado.
Um estado que não muda, aumenta a paralisia mental.
Nada muda, tudo é a mesma coisa.
A chatice de ser eu mesmo todos os dias.
A mesma irritação, a mesma chatice, a mesma mesmice.
Quem não quer ser algo diferente?
Um ator, poeta, um membro de uma sociedade secreta.
A dupla identidade que nos fascina, muitas vezes antagonistas,
hoje, o fantasma dentro de mim
chama-se EGO.
Só penso em mim.
Tudo me desafia, quebrar essas paredes de superficialidade.
Atingir a carne e resgatar a profundidade.
O criador, o altruísta, pacifista e bem humorado,
como me sinto chato, um pelo encravado.
Pena de mim não pensa em ninguém.
Trato de correr e rápido.
Mais um dia penoso no trabalho.
Mais um, mais um, mais um e mais um
parece que não chega o outro.
Tudo dentro de mim está chato.
Só penso em mim.
Nada de espelhos, nada de fantasmas.
O desafio do palhaço em mim.
Correndo atrás do próprio rabo.
Que cara chato!
Diz-me outra coisa se não me vou embora.
Quero eliminar o EGO.
Lamento, não posso.
Aqui não tem ar-condicionado.





Sumido

4 11 2009

Como ando meio sumido ultimamente, deixo apenas a letra de uma música que ouvi várias vezes nesse final de semana.
Continuo achando que Jack Johnson é o músico mais apaixonado na ativa.

Broken(Jack Johnson)

With everything ahead of us we left
Everything behind
But nothing that we needed at least
Not at this time and now
The feeling that I’m feeling well
It’s feeling like my life is finally mine
With nothing to go back to
We just continue to drive
Without you I was broken
And I’d rather be broke down with you by my side
So without you I was broken
But I’d rather be broken down with you by my side

I didn’t know what I was looking for so I
Didn’t know what I’d find
I didn’t know what I was missing
I guess you’ve been just a little too kind
And if I find just what I need
I’ll put a little peace in my mind
Maybe you’ve been looking too
Or maybe you don’t even need to try
Without you I was broken
But I’d rather be broke down with you by my side
So without you I was broken
But I’d rather be broke down with you by my side

With everything in the past fading faster and faster until it was gone
Found out I was losing so much more than I knew all along
But everything I’ve been working for
only worth nickels and dimes
But if I had a minute for every hour that I’ve wasted I’d be rich in time, I’d be doing fine
Without you I was broken
But I’d rather be broke down with you by my side
So without you I was broken
But I´d rather be broke down with you by my side





A questão do café(1)

17 06 2009

Pior do que querer comer bem por um preço camarada é querer tomar café e comer por um preço mais camarada.
Em poucas palavras, foi assim:
– Olá moça, quero a promoção, quinze mini pães de queijo e um Nescafé duplo! – a atendente olha pra mim e refuta.
– Café não tem moço, só cappucino.
– Cappucino? Como assim? Eu quero a promoção com o Nescafé duplo! – demonstrando me um pouco frustrado em ter parado naquele quiosque pelo questionamento da moça. Ela muda a pergunta.
– Você não quer o leite?
– Não! – respondo eu ligeiramente impaciente olhando para os lados.
A moça pega o dinheiro, vira-se para olhar a máquina de café e volta.
– Moço, é muito café! Tem certeza do que quer?
– Claro que tenho! Tem ou não tem? – já demonstrando irritação.
Recebo meus pães de queijo e em seguida meu copo com pelo menos uns 300 ml de puro café, Nescafé.
A moça olha para mim com cara de culpada e continua a servir, dois chocolates, três saquinhos de açúcar, um canudo e o troco. Sem reação olho para ela me sentindo arrependido e espero a sugestão final.
– Acho que você vai precisar de mais açúcar – suregiu afinal.
Inocentemente pergunto:

– Hmm, com certeza, quantos mais são suficientes?
– Ah, mais uns três dá.
– Dá? – Pergunto com voz de choro.
– Dá! – Diz ela tentando me alegrar e balançando a cabeça positivamente.
– Ok… por favor. – Saio com cara de que deveria ter dado ouvidos a moça mas como sou um bebedor de café de lugares estranhos, deliciei-me saindo daquela esquina entre equilibrando minhas malas, sachês de açúcar, bebericações no café sem queimar a língua por fim não menos importante, chegar em tempo de pegar o ônibus.
Moral da história: Nem sempre a atendente do quiosque te dá a quantidade de açúcar devida.





Portugue”z”(2)

27 03 2009

Tô falando, olha as cácas abaixo!





Portugue”z”

27 03 2009

Já disse e vou repetir: preciso urgentemente de um curso de portugues.

Se não for muito além de precisar me atualizar quanto as novas regras ortigráficas, preciso de um curso que me ensine a prestar atenção quando for postar a noite e não mais comer palavras! Cérebro de peixe dourado!





…dos livros que lí(2)

23 02 2009

Título: Guerra Relâmpago – The Shortest War
Editora: V.G.T.
Lançamento: 1967
Autor: Ury Paz

Este é um daqueles livros que não pode ser encontrado em edições recentes mas apenas em sebos ou se você der sorte, na prateleira da casa de um amigo na fileira do canto, a dos livros antigos.
Originalmente, lançado em 1967, um dos anos marcantes para o mundo e especialmente para o Oriente Médio que presenciou a conhecida “guerra dos seis dias” que é basicamente todo o assunto tratado neste livro.
Tentar entender a questão no seu âmago era um dos objetivos durante a leitura e pude concluir muitas respostas além de alguns fatos interessantes, sem dúvida esta leitura dá um olhar um pouco mais crítico sobre as informações dos conflitos que vemos constantemente na região, a longa questão entre árabes e judeus parece não ter fim, aliás, não teve em seis dias e provavelmente não terá nas próximas décadas, entre tantos fatores que levam nações ao extremo da violência fica claro pelas palavras do autor a manipulação propagantista  feita pelo lado árabe, em especial o Egito com um dedo russo, sempre que possível, a RAU – liga dos países árabes – acusava Israel (com base de informações russas no mínimo tendenciosas) de um iminente ataque ao lado árabe, o que não era verdade diante do histórico israelense nas Nações Unidas e insistentes vistorias nas fronteiras e exécitos dos países envolvidos nas acusações.
Vale considerar que Israel foi formado 10 anos antes a duras penas, logo uma expansão territorial estava totalmente fora de seus planos ficando óbvio a luta pela suasobrevivência como estado e seus diretos como nação incluindo o direito de defesa mas aos poucos e fatidigamente os esforços diplomáticos não conteram a máquina de propaganda alimentada por Nasser, presidente do Egito que tratou sorrateiramente de armar pactos de segurança com a Síria e Jordânia.
Quando o conflito se deu, a promessa de Nasser era riscar Israel do mapa, começando pela afronta de ter tomado o estreito de Tiran ao sul de Israel e impedindo a entrada de recursos naturais como petróleo, o levaram a iniciar uma das piores campanhas militares que se deu notícia.
Não houve tempo para mais conversas e morosidade diplomática por parte ONU, Israel manifestou sua indignação e agiu antes.

“O preço que o Egito pagou pela ambição megalomaníaca de Nasser é excessivamente elevado para que possa, ao menos, ser percebido pelos egípicios analfabedos. Pelo menos 10 mil pessoas morreram e foi perdido equipamento que valia mais de um bilhão e quinhentos milhões de dólares. 600 tanques foram destruídos ou capturados; 400 aviões destruídos e milhares de veículos, peças de artilharia, armas leves e munções foram apreendidos…”
O que torna a leitura empolgante é o nível de detalhamento e o desenrolar das tensões e combates, de maneira heróica, emocinante e gloriosa; a narrativa conta com cartas dos soldados a seus familiares, cria espectativas e nos faz refletir mais uma vez no valor da vida e o quanto custa a soberania de uma nação.
Para quem gosta de leituras de guerra, política e história, recomendo!