Criação

27 12 2010

Criação é um dos temas mais fascinantes que existem. Tentar entender sobre como uma coisa ou algo foi criado pode tomar segundos ou uma vida inteira sem falar da própria capacidade do homem em criar a partir de seu imaginário.

Certamente, um dos temas mais antigos, estudado e discutido no pensamento humano é a criação do Universo. Independente da corrente que se estude, Criacionismo e Evolucionismo são igualmente fascinantes pelos argumentos que apresentam ao longo da história, um pela simples vontade de Deus e beleza contida em cada detalhe e outra pela lógica e racionalidade do tempo.

Particularmente não vejo o menor problema em estudar as duas correntes uma vez que minha curiosidade vai além, por isso é inevitável ao encontrar uma notícia como a que comento abaixo e não deixar de lembrar-se de um roteiro para HQ que desenvolvia com um amigo de escola que consistia basicamente em criar, no caso recriar, um novo mundo, uma nova Terra a partir da que tinha restado. Imaginávamos uma Terra habitada por sobreviventes em um período pós-apocalíptico, o planeta estava com sua rotação afetada por conseqüências das bombas atômicas lançadas durante o terceiro conflito mundial, era uma Terra agonizante sem alternância entre dia ou noite, estações do ano, devastada por extremos climáticos e um estilo de vida a la Mad Max na região equatorial, onde podia-se encontrar o equilíbrio para a vida reconstruir o quê fosse possível.

Recentemente, lendo um periódico e pesquisando melhor na rede, descobri que nossa imaginação, meu amigo e a minha, vislumbrávamos um planeta! Isso, existe um planeta recém descoberto onde partes de nosso roteiro existe. Chamado de Gliese 581g localizado a 20,5 milhões de anos-luz da Terra possui fortes chances de manter uma atmosfera habitável algo que será comprovado apenas na próxima década quando satélites e sondas super poderosas forem lançadas para estes achados.

Ao que parece a imensidão do espaço nos permite continuar sonhando e imaginando que o imaginário impossível de nossas mentes tem suas modificações e nos faz alimentar esperanças, sonhos e fé de que um dia encontraremos alguém, vida inteligente talvez, que nos livre destes fantasmas existências pois até o momento não tem sido respondido por nenhuma das correntes do pensamento humano.

Referência: Link 1





A Mídia que vemos

24 11 2008

O mais impressiontante de todas as notícias que recebemos são as reações de pessoas de como recebem as mesmas, boa parte toma como “verdade” a televisão ou a internet entre os mais jovens, o fato é o poder que estes meios tem sobre a opinião das pessoas e passividade de aceitar no que se lê e se vê.
Vemos crimes bárbaros acontecendo que vão a tona nos jornais televisivos e outros que se resumem a grande rede nunca chegando ao conhecimento do grande público, por exemplo, uma das últimas que me chocaram via web, um jovem que gostava de ser visto na webcam por uma rede de relacinamentos cometeu suicídio em frente a webcam tomando comprimidos e as pessoas que estavam teclando com ele acharam engraçado por parecer uma brincadeira e por uns minutos assistiram viram o jovem caído em frente ao monitor, detalhe, antes de cometer o ato, o garoto postou uma nota suicida, por que notícias como esta não tem a mesma propagação que o caso Eloá?
Não estou levantando os motivos que levaram o jovem ao ato ou da onda do cyber-bullying que está ocorrendo entre os jovens com acesso a tecnologia de redes online e celulares com câmera, estou falando de como notícias chocantes nos dois meios de comunicação que tem abordagens diferentes e tem as mesmas questões em comum, onde estão os pais, onde está a educação, onde está o respeito pela vida, os limites de alguns atos, etc.
Arriscaria dizer que o vemos na televisão, nos grandes noticiários são as notícias que dão um bom retorno de audiência, entende-se por “lucrativas” e que não faria muito sentido ignorarmos o que ocorre próximo de nós e destacar o que está longe de nós, aparentemente.
A verdade é que não temos tempo para absorver todo o conteúdo divulgado em apenas um destes meios, quanto mais dar o foco que dão em todas as tragédias, simplemente não haveria tempo e profissionais para cobrir tantas trafédias, enfim, seja lá como você recebe as noticías do dia-a-dia, a aceitação inicial dos fatos é imediata e conseqüêntemente absoluta. Orson Welles deu um exemplo histórico disso em 1938 em uma trasmissão de rádio onde simulava uma invasão alienígena à Terra.
Apenas para nossa reflexão: o que nos torna diferentes das pessoas da transmissão de rádio de Orson Welles e de nossa época é como reagimos e continuamos acreditando no amanhã e como continuamos a acreditar no que vemos e ouvimos.





Asimov

17 10 2008
Asimov

Isaac Asimov

Um dos autores mais interessantes que tenho lido ultimamente chama-se Isaac Asimov, para quem já assistiu  o filme “O Homem Bicentenário” inspirado no conto de mesmo nome vai ligar o nome a pessoa e visualizar melhor o que estou falando. Asimov é considerado um dos pais da Ficção Científica ao lado de Arthur C. Clark, enfim, uma rápida pesquisa pelo Google pode te dar mais informações sobre os dois.
Gosto muito de observar as relações humanas e é o que mais chama a atenção nos escritos de Asimov, como os seres humanos se relacionam entre si, com os robôs e como eles influenciam nas relações dos humanos. Como o próprio autor diz, robôs podem ser definidos como máquinas + processador, ainda que de uma forma simples, por exemplo, uma calculadora, ou seja, a idéia de ter robôs fazendo tarefas dos humanos é bem antiga, no livro que tenho há uma longa introdução sobre essa idéia e as muitas consequências que poderiam e podem ocorrer ao longo da robotização das tafefas realizadas por humanos.
Asimov consegue traduzir sentimentos incríveis através dos seus robôs, a criação da chamada “três leis da robótica”, gera excelentes contos que mostram ora a tentativa das máquinas em entender o comportamento humano e ora a fina linha de alguns robôs com consciência de sua existência e superioridade em acúmulo de conhecimento e tempo de vida. De maneira geral, os robôs sempre foram criados visando o bem estar e proteção da raça humana.
Livros como este me despertam a pensar nos mais diversos assuntos entre a ficção e a realidade, algumas questões do tipo: como lhe dar com a inteligência artificial e a possibilidade de clones a favor da humanidade e questões recorrentes a miséria da alma humana, sim, é nítido o incômodo e rejeição dos humanos pela presença de robôs em atividades e lugares de pessoas.
Os tempos retratados são predominantemente passados em um futuro um pouco frio e obscuro, catástrofes e guerras arrasadores transformaram o mundo, vemos as mesmas características nas relações humanas, volto então a pensar nas questões básicas e não menos importantes da humanidade, mesmo com toda tecnologia, acessibilidade e avanço tecnológico, o Homem continua a tropeçar no primitivismo de uma raça inferior, a intolerância, o preconceito, o egoísmo, a ganância e opressão ao próximo parecem que nunca serão superados pelos “avanços” históricos.
De toda forma, recomendo muito a leitura e profunda reflexão do amigo leitor sobre o legado de Asimov, ainda mais em épocas turbulentas como a que estamos vivendo.





Monowheel

9 09 2008

Site super interessante, uma possível solução para o problema dos transportes de massa e engarrafamentos das grandes cidades, rs.





Vale repercurtir(1)

30 08 2008


Acabei de ouvir no rádio uma entrevista muito interessante do Jaguar, o cartunista que muitos da minha geração não faz idéia quem seja.
Aos setenta e seis anos, ele acaba de lançar o livro Ninguém é Perfeito, editora Desiderata, lançado inicialmente na Argentina cerca de 30 anos atrás mediante uma oportunidade na mesa de um bar, contando a história em suas palavras, “naquele dia sai para tomar um chop” e encontrou um empresário que estava disposto a investir fora de seu ramo de atuação, dono de uma vinícola queria se arriscar abrindo uma editora, começando por uma publicação de cartunistas latinos e ele, Jaguar, faria parte do primeiro lançamento, não teve dúvida, na esperança de ganhar uma caixa de vinho – que não aconteceu – pegou alguns desenhos publicados na época do Pasquim e enviou ao homem, meses depois o convidou para o lançamento num luxuoso hotel Argentino onde pode conhecer outros grandes cartunistas entre eles Quino que havia lhe deu a introdução com nada mais nada menos com a personagem Mafalda.

Podemos dizer que o livro foi uma obra recuperada, devido a vários rompimentos matrimoniais não costumava levar nem a escova de dente, saia com a roupa do corpo, anos mais tarde com uma cópia xerocada encontrou um amigo argentino que havia ganhado do próprio Jaguar uma edição e que está sendo lançada apenas agora.
Sempre bem humorado aos 76 anos de idade, mais de 55 anos de carreira, impressionou-me como deu esta entrevista, foi de sua casa, sóbrio e se recuperando de uma pneumonia devido a uma viagem a nossa capital paulista na promoção do livro, disse ele “Agora não bebo, só cheiro” em referencia ao inalador que tem que usar nessa fase.
Com seu humor debochado, traços toscos e aparentemente desleixados, o livro nada mais é que um retrato da imperfeição humana, como ele mesmo disse – “se todo mundo fosse perfeito eu estaria perdido! Perderia o emprego..”. É uma boa dica para quem quiser conhecer personagens como “Gastão – o Vomitador” e “Bóris, o homem tronco” personagens que foram criados apenas para preencher espaço no Pasquim quando não tinham mais conteúdo e que marcaram o estilo do cartunista.
Jaguar disse coisas muito interessantes sobre como encara o humor, para ele não existe inspiração e sim o momento de simplesmente fazer o que precisa ser feito, leitor de vários jornais diários, publica seus cartoons no jornal O Dia(RJ) e disse “o humor sempre está na contra mão, não existe humor politicamente correto ou fino” respondendo a pergunta da entrevistadora sobre algumas críticas do seu estilo.

Mais sobre o assunto.





Consumo, Tecnologia e Marketing(1)

23 07 2008

Comentei em outro post sobre a abundância de equipamentos eletrônicos que disposmos para mobiliar a casa e fazer com que nossos filhos queiram qualquer coisa menos sair de casa para brincar na rua onde mora o perigo, o comentário de hoje vem apenas reforçar a análise das transformações sociais entre homem e tecnologia, mais uma vez favorecendo o perfil de consumo para os próximos anos.
Escuto semanalmente os comentários do Arnaldo Jabor e que hoje comentou sobre o filme Nome prórpio de Clarah Averbuck – para quem não conhece é a autora de um livro chamado Máquina de Pimball – o filme retrata a vida da autora que manifesta suas angústias e sentimentos do dia-a-dia em seu blog, é dirigido por Murilo Salles e segundo a autora seria um retrato da geração atual.
Agora, o ponto é que das duas mil e cem ou algo próximo disso salas de cinema no Brasil menos de 2% exibem filmes da produção nacional, detalhe, ano a ano a produção de filmes nacionais aumentam graças a tecnologia e o interesse em se fazer mais filmes,desproporcionalmente o número de salas que tendem a diminuir e o número das pessoas que costumam pagar para ver a telona também, as classes A e B bombardeada por mais de oitenta por cento de todos os apelos na mídia estão deixando as salas pelo conforto das Tvs de LCD, home theaters e cabo, a-há! Mais um ponto para Faith Popcorn e seu “Relatório Popcorn” para quem leu sabe do que estou falando, a tendência do encasulamento parece ser mais real do nunca.
Uma boa solução seria o cinema digital on demand, ainda muito discutido sobre como adaptar as salas, custos de manutenção, técnicos especializados e gerenciamento pelos complexos de cinema, seria o fim da película? Talvez, as salas teriam ingressos mais acessíveis visto o incentivo que as distribuidoras dariam devido a economia na fabricação da película, os cinemas fariam o download do filme blockbuster ou não e atentenderiam o desejo do público e quem sabe diminuindo as disputas entre os filmes americanos e nacionais, levando as classes menos abastada a lotar as salas de cinema já que não teriam todo o conforto das casas dos ricassos, que tal?





Bizarro?

15 04 2008

Você acha que o jornal que lê é estranho? Espere então para ler essas notícias. Isso sim é de torcer o nariz. Linha Direta, 190 e afins sintam inveja!