As vezes

28 02 2010

Às vezes sou completamente inocente por acreditar que as pessoas são boas e sinceras, quando menos espero me vejo em situações constrangedoras e desnecessárias, é inevitável, não tem como esconder o que sou, resta apenas aceitar e trabalhar alguns pontos, me pergunto apenas onde tudo isso começou.
Infelizmente transferimos para o mundo os valores que estão dentro de nós, vemos nos outros o que temos e as vezes ter coisas boas não é muito saudável, se assim for com você, prepare-se para sofrer toda sorte de conseqüências, não é de todo ruim, é um diferencial, difícil de se encarar mas é.
É uma escolha difícil, em um mundo cada vez pior, convivemos com o medo de se abrir e ser vítimas de nossas próprias palavras. Expomos o sentimento e corremos o risco ou nos fechamos na esperança que as coisas mudem automaticamente, duvido que a segunda opção vá ocorrer enquanto houver existência.
Penso então: bastaria eu esfriar o que sinto a ponto de não sentir mais nada e me tornar igual ou pior aos que me cercam? Simplesmente sem compaixão e tão frio quanto um cubo de gelo? Talvez… A facilidade e conveniência de viver isolado é um grande agente propulsor a este comportamento.
Infelizmente somos humanos, diferentes uns dos outros, infelizmente temos diferentes entendimentos sobre a mesma coisa e isso é muito triste. Pessoas diferentes são ruins para o Estado, são fracas e sofrem por isso, pessoas assim cuidam para que o estado de miséria se perpetue, que medidas sejam postergadas e atrapalhem o progresso com seu conservadorismo e esperança. Estas acreditam em mudanças e que um dia quem sabe tudo seja diferente, o único problema é que seus sentimentos são insuportáveis e torturantes até para elas mesmas.
Convenço-me a cada dia que existem pessoas que merecem este mundo e aquelas que definitivamente não são daqui.

Anúncios