A questão do café(1)

17 06 2009

Pior do que querer comer bem por um preço camarada é querer tomar café e comer por um preço mais camarada.
Em poucas palavras, foi assim:
– Olá moça, quero a promoção, quinze mini pães de queijo e um Nescafé duplo! – a atendente olha pra mim e refuta.
– Café não tem moço, só cappucino.
– Cappucino? Como assim? Eu quero a promoção com o Nescafé duplo! – demonstrando me um pouco frustrado em ter parado naquele quiosque pelo questionamento da moça. Ela muda a pergunta.
– Você não quer o leite?
– Não! – respondo eu ligeiramente impaciente olhando para os lados.
A moça pega o dinheiro, vira-se para olhar a máquina de café e volta.
– Moço, é muito café! Tem certeza do que quer?
– Claro que tenho! Tem ou não tem? – já demonstrando irritação.
Recebo meus pães de queijo e em seguida meu copo com pelo menos uns 300 ml de puro café, Nescafé.
A moça olha para mim com cara de culpada e continua a servir, dois chocolates, três saquinhos de açúcar, um canudo e o troco. Sem reação olho para ela me sentindo arrependido e espero a sugestão final.
– Acho que você vai precisar de mais açúcar – suregiu afinal.
Inocentemente pergunto:

– Hmm, com certeza, quantos mais são suficientes?
– Ah, mais uns três dá.
– Dá? – Pergunto com voz de choro.
– Dá! – Diz ela tentando me alegrar e balançando a cabeça positivamente.
– Ok… por favor. – Saio com cara de que deveria ter dado ouvidos a moça mas como sou um bebedor de café de lugares estranhos, deliciei-me saindo daquela esquina entre equilibrando minhas malas, sachês de açúcar, bebericações no café sem queimar a língua por fim não menos importante, chegar em tempo de pegar o ônibus.
Moral da história: Nem sempre a atendente do quiosque te dá a quantidade de açúcar devida.

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