Confiança (2)

7 12 2008

As conseqüências do egoismo não são apenas competição e prazer próprio, a superficialidade também acompanha a pessoa em todos as suas relações, não se envolvendo o suficiente com nada ou se comprometendo não mais do que o necessário, é como enterna caminhada pela mediocridade.
A superficialidade, talvez tão grave quanto qualquer característica moral negativa do ser humano, presente a todo momento do nosso dia-a-dia e enraizada nos moldes da vida moderna, das duas uma:  temos um exceço de cobranças sociais que não nos permite abraçar mais de uma causa ou realmente estamos nos tornando pessoas narcizistas. Onde está a confiança? Talvez a solidariedade nos salve da superfície de todos os assuntos como temos visto diante dos acontecimento, ajudar e não criticar contribuir e não se ofender.
O que proponho com dois post que trazem o mesmo título? simples, mudança de comportamento, a chamada metanóia, se de tal maneira penso de tal maneira irei agir e pela força de vontade me corrigir das imperfeições humanas.
Para muitos a existência humana  é uma passagem composta de dores e cicatrizes sem fim, para outras, a existência é uma constante oportunidade de riscos e aventuras incoseqüêntes a cada esquina, com qual eu fico? Escolho a simplicidade dos que valorizam o momento com as pessoas que amam, ainda que o vazio bata a porta, ainda que raiva plante suas sementes, ainda que a traição vire uma sombra.
Amar não precisa ser com dinheiro ou bens, se são apenas palavras que você possui que sejam palavras boas e doces, que tragam refrigério e curativos aos corações que o cercam, palavras que tragam confiança e gere enternamente o bem.





Confiança

4 12 2008

Não há nada pior do que ter coisas para fazer e não saber como fazê-las e as pessoas que podem te ajudar não poderem te ajudar porque estão ocupadas demais com suas tarefas. Qual pessoa poderia te ajudar neste momento ou que tipo de ajuda você gostaria de ter?
São situações como esta que nos fazem, pelo menos eu, refletir o quanto precisamos ter ajuda e claro, ajudar. Ajuda, é uma palavra complicada nos dias de hoje, por mais que se fale em colaboração e trabalho em equipe, as pessoas só o fazem pois esperam ter benefícios pessoais em troca, é um sentimento egoísta brando que ameniza o peso da culpa em nos tornarmos criaturas hedonistas, a regra é “me ajude! Quem sabe um dia você precise e se der tudo certo, retribuo um pouco do que me deu…” creio ser um pensamento inerente a natureza humana, agora, qual a confiança que você tem nas pessoas?
Confiança, outra palavra que atinge em cheio as relações humanas, confiamos nas marcas e objetos, por um instante pensamos que se tivermos um determinado emprego, um salário bom e um círculo profissional estaremos relativamente estáveis e seguros de si, certos que teremos ajuda quando alguma coisa der errado, certo? Errado!
Se meu ego diz que ajudando o próximo vou ter benefícios pessoais a longo prazo eu não confio em ninguém, só me resta a busca insaciável de ter mais, ser mais, agregar mais e nenhuma confiança a quem está do meu lado, se encaro a todos como possíveis concorrentes, minha confiança se resume a apenas no eu, eu e eu…
Qual a confiança que há nos nosso relacinamentos? A dor é uma coisa ruim não há dúvida e o processo de crescimento é doloroso, abrir mão de algo que você bate no peito por achar ser totalmente seu é duro, ajudar e confiar é um risco e que pode trazer mas se não exercemos, ficaremos cada vez mais longe de entender a nós mesmos.
A vida é dura e se não formos mais duros que ela no sentido de retribuir positivamente as coisas negativas, certamente seremos os seres humanos mais miseráveis de nossa existência.