A Mídia que vemos

24 11 2008

O mais impressiontante de todas as notícias que recebemos são as reações de pessoas de como recebem as mesmas, boa parte toma como “verdade” a televisão ou a internet entre os mais jovens, o fato é o poder que estes meios tem sobre a opinião das pessoas e passividade de aceitar no que se lê e se vê.
Vemos crimes bárbaros acontecendo que vão a tona nos jornais televisivos e outros que se resumem a grande rede nunca chegando ao conhecimento do grande público, por exemplo, uma das últimas que me chocaram via web, um jovem que gostava de ser visto na webcam por uma rede de relacinamentos cometeu suicídio em frente a webcam tomando comprimidos e as pessoas que estavam teclando com ele acharam engraçado por parecer uma brincadeira e por uns minutos assistiram viram o jovem caído em frente ao monitor, detalhe, antes de cometer o ato, o garoto postou uma nota suicida, por que notícias como esta não tem a mesma propagação que o caso Eloá?
Não estou levantando os motivos que levaram o jovem ao ato ou da onda do cyber-bullying que está ocorrendo entre os jovens com acesso a tecnologia de redes online e celulares com câmera, estou falando de como notícias chocantes nos dois meios de comunicação que tem abordagens diferentes e tem as mesmas questões em comum, onde estão os pais, onde está a educação, onde está o respeito pela vida, os limites de alguns atos, etc.
Arriscaria dizer que o vemos na televisão, nos grandes noticiários são as notícias que dão um bom retorno de audiência, entende-se por “lucrativas” e que não faria muito sentido ignorarmos o que ocorre próximo de nós e destacar o que está longe de nós, aparentemente.
A verdade é que não temos tempo para absorver todo o conteúdo divulgado em apenas um destes meios, quanto mais dar o foco que dão em todas as tragédias, simplemente não haveria tempo e profissionais para cobrir tantas trafédias, enfim, seja lá como você recebe as noticías do dia-a-dia, a aceitação inicial dos fatos é imediata e conseqüêntemente absoluta. Orson Welles deu um exemplo histórico disso em 1938 em uma trasmissão de rádio onde simulava uma invasão alienígena à Terra.
Apenas para nossa reflexão: o que nos torna diferentes das pessoas da transmissão de rádio de Orson Welles e de nossa época é como reagimos e continuamos acreditando no amanhã e como continuamos a acreditar no que vemos e ouvimos.