Notas

10 07 2009

Calmamente pego meu caderno e começo a divagar, o poeta senta e começa.
Como criar conexões entre o ceticismo e o crédulo? O real e o imaginário?
Algumas linhas podem nos definir, responder questões históricas: o que somos, o que fazemos, para onde iremos. Busco incessantemente caminhar pela fina linha dos sonhadores, não pra ser alienado mas com a certeza de que tenho um pé na realidade e outro nas nuvens.
A palavra e o poder, os dois na mesma frase e a frase em um parágrafo com cenas de ação, próxima espectativa, próxima linha no próximo parágrafo em outra página. Crio caminhos por entre exaustivos estudos dos sentidos e notas de rodapé, ao final defino “A poesia nos salvará!”, a fina arte de compor momentos mágicos com maestria.
Dizem que os artistas não enlouquecem pois sonham acordados e manifestam seus devaneios de todas as formas. Quão divido talento este de trazer do pensamento, do abstrato para a realidade dura dos que vivem presos e a enxergar o que seus olhos colocam diante destes, o poeta sempre vai além de seus registros, ele vive, acredita e sonha com suas palavras, com ele a eternidade está garantida.
Sobriedade e loucura, como controlá-las? Momentos que geram palavras de pedra como se fossem forjadas na rocha e momentos que geram amizade e ternura. O poeta anota, rabisca e conversa consigo mesmo, esta é a razão pelo qual faz sua arte.

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