Do pop ao cult

26 08 2010

Um assunto que está em evidencia nos últimos dias e parece que não vai sair de cena tão cedo é a ascensão do pop. Nunca antes o estilo nerd ficou tão estereotipado e com tanto poder a ponto de impactar a mídia, considerando que tudo ou praticamente tudo que pertence ao universo pop pode ser encontrado fartamente na internet, diria até que hoje há certo poder na mão dos nerds em promover algo na velocidade da luz ou simplesmente abafar um assunto como se nunca tivesse sido publicado.
Blogs, filmes, HQs, séries, livros, games, cinema, RPG, tudo que é de consumo rápido e exige algum grau de imaginação fantasiosa pode ser considerada parte do mundo pop e é o que as pessoas consideradas nerds consomem, depois que Bill Gates, Steve Jobs, Filo e Yang ficaram mundialmente reconhecidos como nerds bem sucedidos, tornaram-se exemplos a ser seguidos e provavelmente tranqüilizando os pais preocupados com os filhos de comportamento estranho, entende-se este estranho por garotos e garotas que passavam horas na frente do computador brigando com a linha telefônica ou alguma tela cheia de caracteres estranhos.
O hardware evoluiu, a internet adquiriu velocidade e suas características próprias, o “tipo nerd” ganhou espaço, ganhou grifes e está nas prateleiras, literalmente como mais um produto entre tantos estilos de vida iconográficos. Fato é que por entre fóruns e redes sociais esse pessoal se organizou e hoje produzem todo tipo de conteúdo para consumo próprio dando uma verdadeira lição sobre como fazer marketing e ser o último acontecimento na rede.
Enquanto isso, o cult é deixado de lado e pede carona, o pop que conhecemos hoje é fruto desta onda de geração que cresceu em frente aos monitores, gerando obesos e esqueléticos bem sucedidos.
Em eventos pop é possível encontrar muitas pessoas tidas como cults formadores de opinião que decidiram se beneficiar das maravilhas nerds, por exemplo, o mix de interação de redes sociais, broadcasting, entre outras tecnologias para se promoverem e continuarem sendo cults, acredito que o pop fez o cult um pouco menos cult e pessoalmente mais interessante, acessível, interativo, incorporando a diversidade das tribos, basta ir em qualquer evento pop para ver a quantidade de pessoas que amam e odeiam os mesmos assuntos mar naquele momento em que alí estão, sob o mesmo objetivo, um game, uma sessão de live action, pouco importa, em suma, todos querem ser pop, até o cult.