Sobre os sebos

15 08 2009

Qual a magia dos sebos? Já reparou que a sensação de entrar num sebo é totalmente antagônica a de uma livraria sendo que o mesmo livro que estava lá naquela livraria suntuosa cheio de destaque, meses, anos depois estará em alguma parte das prateleiras abarrotadas, aparentemente sendo mais um livro entre tantos a espera de uma nova descoberta.
Particularmente eu tenho certo fascínio por sebos, não sei ao certo quando isso  começou, creio que por volta de meus 15 anos quando um amigo de infância me convidou para ir ao centro da cidade procurar alguns vinís, naquele dia entramos em uns três sebos e então descobri coisas fantásticas sobre coisas que as pessoas não se interessam mais.
No sebo há livros que nunca imaginamos que pudessem ser publicados, é possível achar raridades culturais, incluo: vinís, quadrinhos e revistas antiquíssimas, tudo isso na sua frente e em muitos casos por um preço insignificante perto do sigfnicado sentimental da obra.
Existem sebos que podemos fazer uma verdadeira viagem ao passado, por exemplo, em meio aquelas revistas de atualidades, muitas não existem mais nos dias atuais e fazer um estudos de suas cacterísticas, desde a arte até o conteúdo, fotos, um verdadeiro mergulho antropológico, estou exagerando?
Entendo que há pessoas que recorrem aos sebos assim como poderiam recorrer a uma biblioteca, apenas para ter aquele exemplar “rodado” e acrescenar o nome a lista dos leitores daquele mesmo livro e qual é a diferença? Bom… aí é com cada um, pode ser o cheiro, a capa, uma versão especial, qualquer coisa que faz destes lugares uma cultura a parte.
Hoje encontramos muitas maneiras de ter um livro de “segunda mão” por um preço honesto, falo da evolução informacional que nos proporciona achar endereços de sebos via internet em qualquer lugar do Brasil. Há alguns anos encontrei um site que se propusera a fazer isso, cadastar sebos e seus acervos e num clique você encontra muitas opções, não é querendo fazer merchan mas deixo a dica para acesso e creio que você achará aquele livro que não encontra mais nas livrarias de grife e por um preço justo quando não, excelentes!
Coincidentemente, enquanto fazia o rascunho deste post encontrei outro post relacionado a sebos.

Creio que essa tecnologia não afastará os frequentadores de sebos fisicamente falando, apenas irá fortalecer a troca de livros e dar uma nova face a esses redutos fantásticos de cultura. Vida longa aos sebos!

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