Para Segunda-feira

19 10 2009

Gosto dos momentos de solitude, quando tudo está em silêncio, quando há respeito pelos meus  pensamentos e não há aquelas brigas psicológicas, sem dúvida as guerras mentais são as piores  batalhas, ninguém sabe o que acontece dentro de sua cabeça e muita gente prefere se entregar a  elas.
São histórias, são devaneios, são pequenas fagulhas que incitam o inconsciente e quando damos por  conta existem filmes épicos, guerreiros, anjos e demônios em combates extenuantes, o desejo versus  vontade e o resultado exposto pela fraqueza humana.
Dentre tantas batalhas, tantas iniciativas mentais, concluo que não hã certo ou errado diante da  realidade, todas as histórias foram escritas, todas as possibilidades foram esgotadas, não há nada  que se crie hoje que alguém não levante a mão e diga “Ei! Já vi isso em outro lugar!” e mesmo assim o  Homem não achou respostas para suas aflições básicas e então vagamos, de vida, de pensamento, do  real para o virtual e para a eternidade. O tempo é nulo e nossas vidas voltam ao grande mar da  história da humanidade.
Detesto a velocidade das coisas, os dias, as semanas, como numa montanha russa, nossas emoções  variam entre boas e ruins, buscando incessantemente o prazer, o bem estar, liberdade da dor a  qualquer custo e damos de cara com o mesmo vazio.
O fútil é fácil, é uma dor superficial, é descartável e prazeroso, ninguém quer uma incisão na  realidade, infelizmente ela dói.