Veneno

10 11 2009

Estar no lugar errado na hora errada pode parecer para muita gente algo ruim ou má sorte mas eu digo que esse tipo de situação acontece comigo em um outro contexto. Poderia resumir com a máxima “beber do próprio veneno”. Se tem coisa mais irônica é você ir em um lugar seja lá em que âmbito for e se deparar com duas pessoas que diziam jamais apertariam as mãos ou que concordariam com a mesma idéia  se abraçando e trocando elogios como se  amassem desde sempre, detalhe, uma das pessoas dá aquela olhada para você afinal ela confidenciou a você o quanto não suportava aquela pessoa e demonstra o espanto, o terror, a vontade de desaparecer ou de odiar do fundo da alma sua presença alí. Nessas situações eu costumo ter um olhar imparcial tentando esconder os dedos acusatórios, claro que essa reação pode ser diferente, depende de cada situação, tem umas que dá vontade de voar no pescoço da pessoa e outras de rir descaradamente. É a ironia, a hipocrisia rolando solta, confesso que eu já fui vítima disso, bebi do meu próprio veneno algumas vezes mas é melhor comentar dos outros do que de si mesmo. Festas em família, círculos de amizade pessoais ou da empresa, alianças políticas duvidosas, traição, poder, mesquinharia, egos do tamanho de um estádio de futebol, enfim, poderia enumerar a lista mas vou deixar todas essas histórias para quem sabe um dia entrar em um projeto de contos.
Eu teria medo de ser um personagem na minha própria história o que pode ser resolvido com “qualquer semelhança entre os personagens da ficção e a realidade é mera coincidência”.